O Pé

O Pé
Tudo que pisamos, nos apoia.

23 de ago de 2010

NECROTÉRIO DOMICILIAR

SEXTA 07:00 AM
Lee Oswald se despede da família. Beija os filhos, levanta eles no
alto. Abraço apertado na esposa com beijo prolongado. Lee entra no
carro e liga o motor.
Começa mais um dia típico para a família Oswald.Mas somente até o
carro se movimentar.
O automovel baqueia ao ir para trás.
Gritos desesperados vem da varanda da casa. Lee para o carro e sai estupefato.
Ele olha para debaixo do carro e encontra Frajola, o cachorro
Pequinês, com o crânio aberto e sangrando.
Mulher e filhos se abraçam entre choros, gritos e prantos.Lee coloca
as mãos na cabeça e percebe que a vida de Frajola se esvanece.
A familia Oswald entende que nada pode ser feito para salvar o cão que
os acompanha há quase 10 anos.
O patriarca da familia coloca após todos se acalmarem, o cão em uma
caixa.Vizinhos que ouviram o alvoroço se aproximam e consolam os
Oswalds.
Um presbitero da igreja que a mulher de Lee frequenta vem para fazer
uma cerimonia fúnebre.
Por volta das 19h, uma pergunta assombra a todos: o que fazer com o
pequeno Frajola?O crematório já estava fechado e só abriria na
segunda-feira.O corpo em poucas começaria a feder e o corpo a
decompor-se.
Tia Maricotinha toma a frente de tods e fala:
- Vocês podem fazer o que eu fiz. Coloca ele na caixa de papelão,
fecha com uma fita adesiva e deixa no freezer até segunda.
A família Oswald se entreolha...
E imediatamente Lee vai pegar a fita 3M.
Sua esposa corre para o freezer para abrir espaço para Frajola entre a
lasanha e a carne moída.
Felizmente, assim o corpo de Frajola ficaria preservado até ser
realizada a cerimônia crematórica de animalzinho de estimação.
Grandes idéias perpetuam antigos práticas.
Lembram das múmias?

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