O Pé

O Pé
Tudo que pisamos, nos apoia.

9 de ago de 2010

A DERROTA DOS ANÔNIMOS

Fim de noite.
Fim de uma semana longa de trabalho.
No avião todos com pressa para voltar para casa.
Nós orquestra, felizes por estarmos voltando para casa após uma semana de ensaios e concertos. Sexta e sábado no Rio e domingo, em Sampa na Sala São Paulo.
Durante a espera a liberação para entrada no avião, chega um delegação de uniforme vermelho e preto.
Rostos desconhecidos de homens cabisbaixos. No meio do anonimato, os rostos mais conhecidos eram o de Zico e Peticovic.
Aliás o Galinho de Quintino, de manhã cedo esteve no mesmo vôo conosco. Na chegada, encontrou o comentarista de samba da Globo, o lateral esquerdo Junior.
Na ida, um rosto sereno...na volta, um rosto austero e preocupado.
Quando Zico jogava, ele não era cercado por anonimos.
Um desconhecido jogador, cabelo rastafari, ostentava um enorme relógio dourado que brilhava mais que seus olhos de derrotado após o jogo contra o Corinthians.
No meio dos jogadores anônimos do Flamengo, não me senti anônimo.
É uma condição dos ilustres desconhecidos.

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