O Pé

O Pé
Tudo que pisamos, nos apoia.

16 de set de 2009

PLACEBO DA ADORAÇÃO

Hoje em dia, com a profusão de manuais de auto-ajuda, de gurus de relacionamento, de pastores-curandeiros televisivos, nada melhor que completar o cenário com o placebo da adoração.
Nós fingimos que adoramos, fingimos que Deus está gostando...
Não sei quem foi o precursor desta invenção EQUIPE DE ADORAÇÃO.
Talvez venha da falta de obrigatoriedade de se fazer algo bom.
Estética duvidosa e gosto enganoso, somos obrigados a engolir, sem digerir, estas cantilenas lamuriantes.
Normalmente, as muzks apresentadas por estes grupos são playbacks, de canções americanas, ou feitas por pessoas com idéias americanas.
Existe gosto para tudo.
Logo, acredito que devíamos ser mais ecléticos nas formas e estilos muzkais nas igrejas.
Não que para Deus vá fazer diferença.
Mas como vivemos neste placebo adoracional...
Se a preocupação realmente estivesse apontada para as vidas e não para aparência, poderíamos estar fazendo coisas melhores, alçando mais pessoas, ao invés de estarmos sempre olhando para o próprio umbigo, submergindo no gueto idiossincrático do ego.
E ainda continuamos a cantar Aline Barros sem discriminação ou pudor.
Talvez seja esta falta de lembrança nacional, que reelege políticos, faz vista grossa para a prática homossexual de muitos nas igrejas, do adultério como meio para manter o casamento.
No final das contas, tudo está interligado.
E se estamos reclamando das igrejas instituições, é porque acabamos nos tornando cúmplices destas práticas.
Mais placebo adoracional nos templos.
Afinal, muitos classificam o tamanho da espiritulidade e santidade, pelos olhos fechados (ou olhando para o alto) e braços levantados durantes as cantilenas lamuriantes.
As imagens são meramente ilustrativas.

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