O Pé

O Pé
Tudo que pisamos, nos apoia.

6 de jul de 2009

QUEIMANDO CARNE NA FOGUEIRA

O fim de semana foi bastante interessante.
Estabeleci um Acordo de Cavaleiros, o qual ainda estou fundamentando as bases do referido.
E não me queimei na fogueira das vaidades.
Aliás a fogueira foi intensa no final de semana.
Congresso de músicos, equipe de louvor cantando diversos números, ministrações exageradamente a la Valadão.
Faltou cantarem Como Zaqueu.
Quando eu tinha uns 16 anos, apesar de escutar heavy metal e hard rock, eu não andava com caras que usavam cabelo grande, pulseiras de tachas, corrrentes ou camisas pretas com a estampa dos discos de rock ( e muito menos escutava muzk gospel ou de crente).
Nesta época, conheci um cara assim.
Ele soube que eu tinha banda experimental, Sabotagemusical.
Usávamos latas, instrumentos velhos, flauta doce (como se fosse uma transversa) e tínhamos uma idéia doentia em ser Hermeto Paschoal do heavy metal.
As letras versavam sobre o cotidiano.
Cantavamos sobre nossos amigos e manias alheias.
Toda vez que gravavamos um disco, reuniamos todos no play do prédio para audição inaugural.
A banda não se apresentava ao vivo.
Apesar de termos lançado após o quinto album um ambicioso disco ao vivo, triplo, como nossos ídolos Emerson Lake and Palmer.
Tinhamos uma série de muzkos convidados.
Um deles no s apelidamos de Baixotinho. Nem precisa explicar porque.
Sua paixão era por MPB.
João Gilberto.
Imagine a miscelânea e brigas que tinhamos.
Exatamente como uma banda de rock, onde cada quer impor sua vontade e gosto.
Onde o estrelismo faz parte do business.
Mais tarde, aprendi de verdade a tocar acordes, fazer algumas canções e fundar com meus amigos o DDM, que está na ativa há mais de 20 anos.
Tivemos nossos intervalos longe da muzk. Mas nunca deixamos de ser amigos e muito menos deixar de nos divertimos tocando muzk ou conversando.
Quando comecei a tocar em equipe de louvor em 99, fui logo avisado que não tinha espaço para mim.
Será que era por causa do rock?
Não dá para imaginar isto no meio musical de adoração a Deus.
Mas existe.
E queima.
Arde.
Por isso sempre faço questão de tocar com os mesmos caras.
Nossos egos conseguem se acomodar, e apesar de nossas diferenças convivemos, discordamos e nos respeitamos.
E só queima quando fazemos nosso churrasco de fim de ano.
Bem diferente a fogueira...

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Seu comentário é importante, mesmo que seja nada, ele pode ser tudo.