O Pé

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Tudo que pisamos, nos apoia.

29 de jul de 2009

O CEGO ENTENDIMENTO DA ADORAÇÃO pt 1

Desde os primórdios da humanidade, o homem demonstra a necessidade de adorar algo. Instinto, código genético ou seja qual outra palavra se queira usar, isto acompanha o homem. Até o mais ateu, que quer provar que ele se basta e esta inclinação para adorar é irracional.
Pela criação divina, tudo foi feito para esta inclinação.
Durante o estudo bíblico que frequento semanalmente, alguns não aceitaram esta inclinação para adoração, comprovando em textos bíblicos que o homem não procura Deus.
Se formos apenas nos basear em textos curtos, esquecendo toda a criação e evolução do universo seria fácil e cômodo ficarmos num entendimento micro do macro.
Minha cachorra teve filhotes há uns 20 dias.
O que mais me impressionou desde a primeira cria dela há uns 2 anos, é esta coisa instintiva, impressa em parte do seu cérebro da maternidade. Ninguém ensina a uma fêmea, sendo cachorro, gato, tartaruga ser mãe. Esta dentro do código isto.
Ela pega os filhotes, mantêm aquecidos, alimentados e se algo estranho se aproximar, ameaçando ou não, ele os defende.
É natural.
Voltando aos humanos, animais racionais, percebemos os mesmos instintos maternos.
Se fomos criados para adorar a Deus e refletir sua glória, isto está impresso de alguma forma, ou geneticamente ou instintivamente dentro de nós.
E esta busca do homem por um Ente Superior, ou a tentativa de provar que não existe faz parte do ser humano. Observamos desde o inicio da história da humanidade relatos através de pinturas e esculturas da adoração a coisas, entidades ou deuses.
O pecado original nos afastou deste relacionamento com Deus. E na medida que (supostamente) evoluímos esquecemos nosso elo com o espiritual, substituindo-o por outras adorações.
A cegueira espiritual que impede a verdadeira adoração a Deus, só termina quando a busca pelo sobrenatural é guiada pelo Espírito Santo.
Se todos nós fossemos mortos espiritualmente na busca pelo "Ente Superior", não teríamos este código de busca por Ele. E quando temos nossos olhos abertos para isso, olhamos para trás e percebemos o quanto estávamos distantes do caminho original.
Nos dias de hoje, a compreensão e conhecimento de toda a história, os manuscritos do Mar Morto, e pensadores teológicos, nos apontam para uma visão mais ampla, que o apóstolo Paulo ou qualquer outro teve em sua época.
É óbvio, a doutrina passada, os esclarecimentos de Paulo delinearam nossa visão cristã.
E muitos casos seus escritos encerram seu entendimento para aspectos fundamentais da vida com Cristo, em acordo com a sua experiência e conhecimento.
Talvez esta visão seja herege para alguns, e não se fundamente nas palavras bíblicas.
Entretanto, as palavras encerram em si um significado e não, um entendimento ou apenas uma compreensão.
Muitas pessoas se encerram dentro delas mesmas a verdade, e de uma forma radical, não aceitam nada fora de si mesmas. Transformando o micro em macro.
Pequenos trechos, mesmo sendo bíblicos, não podem explicar o macro. Mas compõe parte da explicação do macro.
O entendimento da adoração e nossa relação com Deus é muito maior e ampla do que pequenos versículos possam explicar a adoração instintiva do homem, sua busca pelo Supremo ou a morte (cegueira, para mim) espiritual.

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