O Pé

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2 de jul de 2009

FOGUEIRA DE VAIDADES

"Ex-SPC ganha o mundo evangélico
Regis Danese vende 1 milhão de discos com a música “Faz um Milagre em Mim”
Dolores Mendes
Especial para o CORREIO
Jornal Correio de Uberlândia

O cantor Régis Danese rendeu-se a Deus. O mundo evangélico rendeu-se a Régis Danese. Igrejas grandes ou pequenas, radicais ou modernas, evangélicas ou católicas, todas se enchem da música “Faz um Milagre em Mim”, o sucesso nacional que desbancou o maior vendedor de CDs religiosos, o padre Fábio de Melo. O cantor já atingiu a marca de 1 milhão de cópias vendidas."
Quando leio esta notícias, penso nos grupos ou equipes de louvor, que se tornaram verdadeiras fogueiras de vaidade.
Talvez pela super estimada importância nas igrejas.
A muzk é uma forte arma política e religiosa.
É só lembrar os sul-africanos cantando Another brick on the wall do maçônico Pink Floyd, durante o apartheid.
Ou caminhando e cantando e seguindo a canção, versos de Geraldo Vandré, que embalaram os estudantes durante os momentos da ditadura militar no Brazil.
Logo, as equipes de louvor quase que se tornaram em algumas igrejas arautos divinos, que cantam a contemplação extrema das pessoas em detrimento da ação.
Nessa leva surgiram as tribos contemplacionistas. Lagoinha e outros ministérios com nomes diferentes.
Na verdade, na maioria das vezes não consigo me divertir tocando.
Religiosos plantonistas podem gritar que não estou lá para me divertir e sim, para adorar a Deus...
Mas tudo que fazemos tem que ser prazeiroso.
Existe um debate acirrado na igreja que frequento. Músicos desejam a bateria acústica.
Mas foi colocado uma bateria digital.
Gosto de rock. Metallica, VanHalen, Ozzy, Black Sabbath e outras bandas.
Todas com bateristas fantásticos.
E com certeza não tocariam em bateria digital.
Até porque tocam em ambientes apropriadas para tocar alto. E também com pessoas que vão para lá cientes que ficarão com seus ouvidos zumbindo durante dias por enfrentarem 100 dbs durante umas duas horas.
Na igreja, ninguém vai esperando isto.
O que mais me impressiona é a falta de noção e percepção que muitas equipes de louvor bandas demonstram quando vão tocar nas igrejas.
Agora em julho, por causa dos eventos dos jovens que acontecerão, muitas bandas vão participar.
Até a minha por acaso vai tocar.
Mas com certeza, sei que em alguns momentos será insuportável ficar num caixote fechado com música alta, sem noção.
Não é minha prioridade tocar no templo da minha igreja, com a minha banda.
Até porque, estamos fugindo do padrão contemplação nas letras e das batidas jazz-soul que invadiu os meios evangélicos.
E as pessoas querem a contemplação.
Vou tirar umas semanas de folga da equipe de louvor.
E eu não gosto de brincar com fogo.




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