O Pé

O Pé
Tudo que pisamos, nos apoia.

9 de jul de 2009

EXCELENTE CÓPIA DE UM PÉSSIMO ORIGINAL

O funeral-show do caixão dourado foi sensacional.
Quem poderia imaginar que tanta gente fosse até um ginásio prestar a homenagem a um sarcófago vazio.
Coisa de faraó mesmo.
Só faltava no final todos serem enterrados com ele, com seus segredos, como se fazia no antigo Egito.
Outra coisa que me chamou a atenção, foi a performance de Mariah Carey.
Não pela sua voz, mas pelo vestido decotado e sexy para um funeral.
Mesmo sendo o show de horror de MJ, ela conseguiu se superar mostrando o que as más línguas em Hollywood falam dela.
Com esta semana tirei para mostrar minha indignação com este mal chamado equipe de louvor, as comparações tem sido inevitáveis.
Quando Carey começou a cantar Ill be there, lembrei de um cantor que fazia parte da equipe de louvor lá da igreja.
Os trejeitos eram iguais.
Fica com a certeza que sua atuação na igreja tinha muito de Mariah.
Isto é normal.
Quando toco guitarra, faço certos movimentos que são característicos dos caras que vejo e gosto: Zakk Wilde, Eddie Van Halen, David Gilmour ou Jeff Beck.
É explicável.
Só não é quando um homem canta com os trejeitos de Mariah Carey.
Bem, até é explicável.
Pelas equipes de louvor serem um amontoado de gente, elas não deixam de conter algumas distorções.
Pela pessoa cantar bem, ser perfomático ela é mais espiritual.
Medo de falar que está tudo ruim e errado e tentar melhorar a qualidade espiritual, para melhorar o que se está fazendo.
Desagradar para melhorar não faz parte das atitudes práticas de muitos líderes.
Até posso entender que as mudanças não possam ocorrer da noite para o dia.
Mas compactuar com a mesmice instituída...
É mais fácil seguir fórmulas consagradas e fáceis de serem digeridas.
No entanto, as pessoas que estão ali prestando culto de adoração a Deus, não precisam estar debaixo desta égide de alta qualidade na cópia de um péssimo original, na maioria das vezes.
Claro que existem idéias originais.
Talvez tenham se perdido nos primeiros CDs da Lagoinha ou de qualquer ouro ministério de música.
É óbvio que nossas influências culturais, sociais e musicais influenciam o resultado.
Imagino que todos odiariam a minha banda por talvez parecer com Ozzy, Van Halen ou Pink Floyd dentro dos muros eclesiásticos e religiosos. A miscelânea de informações e bagagem de cada um traz um resultado novo.
Híbrido.
Copiar o modelo americano de louvor com 10 pessoas cantando pode parecer atrativo e abrangedor.
Entretanto mostra o quanto somos pobres em ousadia em procurar novos caminhos para uma muzk gospel, que de vez em quando é invadida com muzks Como Zaqueu que se aproveitam dos incautos que aceitam as coisas sem pensar.
É mais fácil comer um pudim do que mastigar uma maçã.
Por isso cada vez mais temos diabéticos em nossas igrejas.

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