O Pé

O Pé
Tudo que pisamos, nos apoia.

1 de jul de 2009

CONFUSION: WILL BE MY EPITAPH...



Hoje começa a segunda metade do ano.
Os primeiros seis meses voaram.
Como a percepção do tempo é sempre psicológica, é sinal que as coisas foram boas, o tempo não se arrastou e nem o barco naufragou em águas oceânicas.
Eu não gosto de retrospectiva.
Acho que só farei uma quando completar 50 anos.
Eu ainda não assumi esta condição de chegar a meio século de vida.
Nem tampouco que me restam alguns poucos anos de vida. Uns 20 anos, segundo a média de vida dos brasileiros.
Os cabelos brancos já existem.
Dá para perceber quando deixo a cabeça com alguns milímetros de fios aparecendo.
Já escrevi uma muzk, plantei uma árvore e sou pai.
Posso morrer em paz.
Outro dia no CQC, perguntaram ao infame Sérgio Mallandro o que colocaria em seu epitáfio.
Ele respondeu: Pegadinha do Mallandro. Um dia eu volto. Eu não morri.
Semana passada sonhei que morria num atropelamento de bicicleta.
Na sexta, voltando para casa, umas oito horas da noite, chegando perto de casa, olhei para os lados e não vi carro algum, atravessei de bicicleta a rua Lins de Vasconcelos.
De repente, percebo uma moto vindo em alta velocidade, com farol apagado.
O único reflexo foi tentar minimizar o impacto, deixando só a roda dianteira para ele bater.
Ele nem me viu.
O motoqueiro só percebeu alguma coisa depois que passou por mim, a uns 10cm da bicicleta.
Agora quando estou com alguma sensação estranha, não saio de bicicleta.
Pego o infame ônibus ou vou a pé.
Se eu morrer, antes da média de vida que ainda tenho direito, coloquem no meu epitáfio de Pedra Dura: Morreu antes de ficar velho.

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