O Pé

O Pé
Tudo que pisamos, nos apoia.

18 de jun de 2009

PERCEPÇÃO MODIFICADA

Em 1983, O Van Halen tocou no Brasil.
E eu fui no Maracanãzinho assistir.
Acústica péssima, arquibancada de cimento.
Mas a partir daquele dia, tive a certeza que queria tocar guitarra, e não bateria.
Fiquei 3 dias com o ouvido zumbindo.
Comecei a tocar violão.
Um violão tonante da pior qualidade, com o tampo descolando e rachado, mas que tinha uma sonoridade hard.
Todo mundo ficava espantado com o som daquele instrumento.
Nele comecei as experiências com instrumentos.
Tirei da ponte a parte de plástico por onde as cordas se apoiavam, para elas ficarem com uma ação mais baixa.
Isto, para tocar rápido como Eddie Van Halen.
Não toco e nem tenho 10% do talento dele.
O cara é gênio.
E por isso influenciou uma geração de guitarristas pelo mundo.
Guitarras customizadas, com pinturas pouco convencionais.
Uma extensão da personalidade ou humor do guitarrista.
Engraçado que hoje me dia, os heróis são pessoas bizarras, como Marylin Mason, ou drogadas, como Amy Winehouse.
Não são exaltadas pelo talento, mas pelo hostil ato de como se comportam.
O pior acontece quando jovens mudam suas vidas, achando que o comportamento libertino é sinônimo de liberdade, inteligência e personalidade.
Talento=zero.
Adolescentes que não lêem livros, mas apenas scraps em Orkuts, ou conversam por MSN, projetam uma futuro desolador.
Imagine que daqui alguns anos, aquele que souber escrever frases sem abreviaturas será considerado um gênio.
Isto, depois de incorporarmos ao nosso vocabulário expressões como a gente fumos lá, ou a gente não sabemos nem escovar us dentis.
Em vários ambientes sociais que frequentamos, sempre esbarramos na padronização de comportamentos e opiniões.
Algumas pessoas ficam felizes que existam pessoas que sejam absorvidos pelo sistema se tornando meros repetidores de idéias.
Mason e Winehouse não são assim porque querem.
Mas porque alguém está lucrando com esta imagem que eles passam. Por fama, dinheiro, reconhecimento, frustração ou seja qual outro motivos eles tenham para se tornarem ícones do estereótipo.
Como toco em muitas igrejas médias e pequenas com a banda, escuto muito os comentários que as pessoas fazem sobre os artistas evangélicos. Quanto eles cobram ou exigências como se fossem superstars.
Eles são comparáveis a Mason e Winehouse.
Estereótipos de outra categoria.
Mas da mesma forma não sabemos se são originais ou pré-fabricados por algum esperto de plantão, querendo faturar as suas 30 moedas de prata.

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