O Pé

O Pé
Tudo que pisamos, nos apoia.

10 de jun de 2009

O LADO ESCURO DA LUA


Em 1974, ganhei meu primeiro disco de rock: The Dark Side of the Moon do Pink Floyd.
Até os dias de hoje, já vendeu mais de 80 milhões de cópias no mundo todo.
Um clássico.
Uma revolução musical.
Todos devem saber que um lado da lua não recebe a luz do sol, e sempre vemos a mesma face dela.
Isto criou um verdadeiro obejto psicanlítico, com metáforas sobre o lado obscuro que temos.
E a loucura sempre esteve perto do Pink Floyd. Ou escondida.
Pelas doses lisérgicas ou pela estado metal de seus componentes.
Tinha 10 anos e ainda envolvido com Falcon, Copa do Mundo, jogo de botão e álbum de figurinhas.
Minha mãe ficava pedindo para abaixar o volume, principalmente quando os relógios disparavam a tocar.
Torturei muita gente com este disco, ouvindo bem alto.
Até porque para ouvir todos os detalhes, no finado LP de vinil, entre ruídos de atrito poderia se perder algo.
Quando comprei o CD uma nova frequência de sons apareceram. Diálogos imperceptíveis na forma original, um scat vocal junto com solos de guitarra que ficaram perdidos a baixa qualidade sonora da antiga mídia.
E neste tempo não tinha tantos crentes chatos reclamando da maçonaria e seus supostos complôs (só ouvia falar deles através do papel que exerceram na independência do Brasil ou libertação dos escravos).
Além da clara alusão a símbolos maçônicos na capa do disco (você pode ver isto site oficial que disponibilizei o link lá em baixo), o misticismo sempre cercou a gravação do álbum.
Desde o significado da capa até as letras a principio sem sentido com a realidade.
Várias pessoas pegaram o áudio e colocaram em cima do filme Mágico de Oz e ficaram espantados com as coincidências sonoras da imagem e do áudio.
Até o último show, Pulse, o palco era um olho que tudo vê.
Deixando de lado o mítico, o ambicioso projeto só se tornou bom mesmo quando eles chamaram alguém de fora para mixar e finalizar.
Tenho um botleg com a primeira execução ao vivo do TDSOTM e é bem diferente do resultado final.
A paranóia que tomou conta da banda com a loucura do guitarrista original, que se tornou lunático pelo excesso de drogas e álcool, aliado a esquizofrenia e depressão, está impressa em diálogos e risadas que permeiam as músicas.
O disco começa com a batida do coração e dispara Breath in the air.
Não dá para descrever os sons.
Cada pessoa que ouve, sente diferente com as cores pintadas pela viagem sonora.
São pessoas correndo no aeroporto, relógios, caixas registradoras fazem parte do universo sonoro de bilhões de pessoas, que mesmo nunca escutando efetivamente o álbum, guardam algum som dele, ou através de propaganda ou programas.
The lunatic is my head.
Depois de tantas idéias eles destroem o construído com uma simples frase: O lado escuro da lua não existe, mas é que ele está lá.
Se você tiver um tempinho veja o site oficial do álbum. Esta em inglês, mas as histórias são bem legais e esclarecedoras.

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