O Pé

O Pé
Tudo que pisamos, nos apoia.

5 de mai de 2009

A MORTE NÃO PEDE CARONA. ELA TE ARRASTA.

Todos nos achamos indestrutíveis.
Imortais.
E de uma forma ou de outra só descobrimos o contrário, quando passamos por uma situação perigosa, ou extrema: quando morremos.
Alguns dizem basta estar vivo para morrer.
Já escrevi sobre a Morte antes.
O mais difícil nestes momentos é pensar no que poderia ter sido dito.
Estes sentimentos se tornam fortes quando alguém que você conhece morre.
Inesperadamente ou estupidamente.
Vivemos numa camuflada guerra civil urbana, reféns de traficantes e bandidos.
Hoje de manhã assistindo a um telejornal, um repórter relatava a guerra dos madeireiros na amazônia.
Onde a missionária americana Dorothy Stang foi assassinada.
Terra de quem detém a força.
As armas.
Por mais cuidadosos que sejamos, sempre corremos risco.
As vezes de bicicleta na rua, mesmo fechado por algum motorista de carro ou transporte alternativo, nem reclamo.
Nos dias atuais, reclamar é sinonimo de briga.
Armas.
Vingança. 
Morte.
Pelo risco que todos nós corremos todos os dias, nunca é bom deixar para depois o que podemos fazer agora.
Ressuscitei quase todos os meus mortos sociais.
Mandei email para quem devia.
Não quero ser arrastado e deixar coisas pendentes.

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