O Pé

O Pé
Tudo que pisamos, nos apoia.

21 de mai de 2009

FILHOS SÃO PARA SEMPRE

Tenho dormido muito mal últimos dias.
Durmo umas duas horas, acordo e vou ver televisão.
Na madrugada, os canais abertos não apresentam vida inteligente.
Ontem, antes de mais uma noite de insônia, passei bastante tempo com meus filhos.
Em meio a onda que está começando a tomar conta da TV, internet, revistas e jornais sobre o dia dos namorados, a busca pelo relacionamento sério, compromisso tem sido uma temática bem revisitada.
Conversando com a caçula, ela me perguntou se eu ia casar de novo.
Falei que só se fosse com a pessoa certa. E hoje em dia está difícil. Não encontrar a pessoa certa, mas ser a pessoa certa para alguém.
Ela me sugeriu que em vez de casar na igreja, casasse na praia.
Assim poderia fugir do terno, gravata e outros apetrechos das cerimônias indoor.
Entretanto, acho que não encontrarei alguém que aceite algo fora dos padrões.
E cada vez fico mais inclinado ao outside.
Aproveitamos conversamos sobre amenidades e futilidades.
Na semana passada, ela  me indagou se podia escolher o nome dos meus próximos filhos (?!!?). Disse que sim.
Não estou com esta ânsia doentia que muitos apresentam por estarem sozinhos.
Nesta época aumenta para muitos.
E esta pressão e dúvida que recai sobre todos se somos ou não a metade da laranja de alguém, é corrosiva.
O problema dos relacionamentos é este.
No final das contas, o relacionamento que sempre permanece é aquele com os filhos.
Independente de alguns dias nem quererem saber de nós, o amor é incondicional.
Ainda mais que fazem parte da gente.
Ex-mulher, namorada, esposa acabam muitas vezes sendo passageiras.
E muitas vezes o amor não é incondicional, os relacionamentos se tornam vias de mão única e as expectativas são frustradas.
Acho que por isso não abaixo a guarda para as pessoas.
Instintivamente me defendo para depois não matar ninguém socialmente.

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