O Pé

O Pé
Tudo que pisamos, nos apoia.

26 de mai de 2009

AJUDAR: NEM SEMPRE É POSSÍVEL.

Aproveitei a sexta, para começar a tirar os galhos da praga que acometeu a mangueira lá de casa.
Secou completamente.
Chamei o semi-mendigo lá da rua para tirar os galhos.
Combinei com ele 15 reais.
Ele pegaria os galhos no quintal, e colocá-los na calçada para o trator pegar.
A distância entre os galhos e a calçada: uns 35 metros.
Ainda peguei o carrinho de mão para facilitar o frete.
O sujeito fez a primeira viagem.
Parou e foi chamar outro para dividir o serviço.
Cansou.
Quando ele apareceu com o outro, logo fui dizendo que não ia pagar mais.
O valor era 15 reais.
O ajudante concordou.
Na verdade, quem trabalhou foi só o ajudante.
Ele encheu e carregou o carrinho de mão lá para fora (no final dei o dinheiro para o ajudante dividir da maneira que ele achasse melhor).
Enquanto o ajudante trabalhava, o titular da tarefa virou para e disse: patrão, hemorróida incomoda...dói pra caramba...sabe como é?
Respondi que não sabia porque não tinha e nem tinha tido.
Não dá para imaginar ninguém com hemorróida.
Grotesco ao extremo.
A vida que ele leva hoje, dormindo na rua, em cima de um papelão ao relento, comendo sabe-se lá quando e bebendo cachaça em vez de água é sub-humana.
Debilitado fisicamente e morto socialmente.
Infelizmente, o problema não é solúvel no nosso nível.
Só atitudes globais de governos e governantes poderiam diminuir a miséria e aumentar as oportunidades.
Imaginar que antes de chegar neste estado ele era engenheiro, usava terno e tinha emprego a cada dia se torna mais comum.
A pequena tarefa que dei para ele, só ajudou o outro a receber uns trocados para beber cachaça ou fumar crack na esquina.
 

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