O Pé

O Pé
Tudo que pisamos, nos apoia.

14 de abr de 2009

SE GOSTAR DE ALGUÉM É UM PESO, DÊ PRA OUTRO CARREGAR...pt 2

Estava cumprindo a minha religiosidade plena, e comecei a olhar uns textos bíblicos sobre o amor de Deus com os homens.
Aproveitei também comparei o amor em outros níveis. Homem x homem, homem x mulher.
Não sou estudioso teológico ou das escrituras na sua linguagem original.
Fui pesquisar para saber as palavras nos textos originais e como elas se definem e seus sentidos.
Até para não falar nenhuma heresia ou absurdo.
Encontrei algumas definições perdidas pela web, e muito próximas entre si, logo, algum fundo de verdade.
Philia - Realçava o carinho amigo,união e muita sinceridade, era o mote antigo para descrever a amizade.
 
Storgé - descrevia um laço que devido ao nascimento uma família estava unindo
Porém hoje passo a passo quase caído no esquecimento Storgé familiar está sumindo.
 
Eros - amor carnal, envolvia os sentimentos e a relação física, o calor do coração também de um homem e duma mulher.
 
Ágape - era o mais altruísta: tudo dar sem nada receber, tal amor devemos cultivar
Amor ágape jamais é egoísta, em toda relação devemos ter este modo tão especial de amar.


Em outra definição que encontrei:
No Grego antigo tem três palavras distintas para o amor: eros , philos, e ágape.
O érōs de Eros (ἔρως) significa a palavra grega moderna “ erotas ” com a sua significante de “o amor (romântico)”. Entretanto, o Eros não tem que ser de natureza sexual.

A philos de Philia (φιλία), amizade no grego moderno, um amor virtuoso desapaixonado, era um conceito desenvolvido por Aristóteles. Inclui a lealdade aos amigos, à família, e à comunidade, e requer a virtude, a igualdade e a familiaridade.

O agápē de Ágape (ἀγάπη) significa o “amor” no grego moderno atual. O s'agapo do termo significa “eu te amo” em grego. A palavra ” agapo “ vem do verbo “amor”. No grego antigo se refere frequentemente a uma afeição mais ampla do que à atração sugerida pelo ” eros “; o agape é usado em textos antigos para denotar sentimentos como uma refeição boa, de uma criança, e os sentimentos para com o esposo.

Fraternal (στοργή) do grego moderno; é a afeição natural, como aquela que que os pais sentem pela prole. Usado raramente em trabalhos antigos, e então quase exclusivamente para descrever os relacionamentos dentro da família.
O mais interessante é percebermos que estes diferentes tipos de amor estão interligados.
O elo está no equilíbrio que temos que ter entre eles dentro de nós mesmos.
Qualquer compulsão que desequilibre, se torna um problema.
Até porque, se analisarmos nossas relações, quando amamos demais alguma coisa ela afeta todos os outros campos de nossas vidas. 
Se alguém compulsivamente ama a Deus, em detrimento de sua família, se torna um religioso legalista que em nada pratica o amor de Deus consigo mesmo e nem com o próximo.
Aquele que ama aalgo ou alguém, sobre todas as coisas e esquece do próximo e de Deus, cria uma ilusão de conforto, pois o amor foi instituído por Deus e praticado por Ele em nós.
Aquele que cultua o sexo acima de todas as coisas, centra sua vida nos prazeres, acaba se tornando um doente, um viciado que  nunca consegue se satisfazer com nada.
Em outras palavras: EQUILÍBRIO.
Mas como Mário Quintana disse, alguns não conseguem entender uma longa explicação.
Podem estar desequilibrados nos seus sentidos e percepções.
A vida se torna a busca, não dá batida perfeita, mas do EQUILÍBRIO.
E a perfeição é descobrirmos nossas limitações, administrar nossas relações, nosso tempo para que nenhum dos nossos amores interfira no outro.
E sim, se complementem e reflitam o amor de Deus por nós.


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