O Pé

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Tudo que pisamos, nos apoia.

16 de abr de 2009

ENTRE A VIDA E A MORTE

Hoje de manhã assistindo aos noticiários da TV RECORD, em um dos intervalos aparece o anuncio de um show de um grupo de pagode.
Entre os convidados, estava o atual arroz de festa gospel, Regis Danese.
Anterior a sua veia gospel estufar em seu braço, o referido cantor é autor de muzks de pagode e outros gêneros.
Pelo jeito vai dar uma força para o grupo, se não me engano Pique Novo.
Será que eles vão tocar a infame Como Zaqueu em ritmo de pagode?
Alguns mais radicais, questionam a mudança do cantor.
Afirmam que não é verdadeira, sendo apenas um aproveitador dos incautos.
Para aqueles conseguem olhar para Ana Paula Valadão e não lembrar do sensual rastejo pelo palco ou de Aline Barros cantando minha rainha para duvidosa Xuxa...
Regis Danese pode sem problema nenhum passar como crente.
Como algumas celebridades dizem ser.
Ou fazer parte.
E não é uma questão de julgamento, e sim, de coerência (ou falta dela) destas celebridades.
Há uns  dois dias atrás uma conhecida que não via há uns meses, me perguntou se eu ainda escutava a muzk do diabo.
E que não podia entender como sendo crente podia ainda ouvir?
Afirmando que a mudança dela foi clara, e que jogar seus CDs de muzk não sacra e só ouvir agora o gospel agora foi fundamental.
Ela escuta Aline Barros, Lagoinha e Regis Danese.
Sem problema algum.
Cada um vai prestar contas de seus atos.
Do que ouviu.
Do que fez.
E esta história do que seja sacro-santo ou diabólico é muitas vezes inócuo.
E a verdade não está em nós, mas em Deus que deve habitar cada um.
Logo, acusar, colocar o dedo em riste é pobre e opressivo.
Ainda mais quando sabemos que muitas vezes quem acusa, acusa para esconder seus próprios atos.
A industria muzkal está estrebuchando, e ainda tentam enfiar goela o ouvidos abaixo estes oportunistas.
Segundo levantamentos realizados pelas gravadoras, o únioco segmento que ainda persiste em não baixar muzk é o evangélico.
Ou por faltas de fontes de onde baixar ou pelo pecado capital que muitos lideres evangelicos bradam de seus pulpitos televisivos.
Ainda mais quando eles são donos de gravadoras e editoras.
Porém, eles não tão santos assim.
A muzk é inspiradora, manipuladora, relaxante...agressiva ou escapista.
Ninguém gosta de ser obrigado a ouvir certas coisas e concordar.
Muzk, futebol, religião e política não se discutem.
Falar sobre a muzk é sempre polêmico.
Ainda mais que certas discussões se tornam passionais e pessoais.
Ninguém é perfeito.
Caso contrário, Regis Danese ainda seria o desconhecido cantor de gêneros menores.

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