O Pé

O Pé
Tudo que pisamos, nos apoia.

5 de abr de 2009

EFEITO BORBOLETA

Teoria do caos, para a física e a matemática, é a hipótese que explica o funcionamento de sistemas complexos e dinâmicos. Em sistemas dinâmicos complexos, determinados resultados podem ser instáveis no que diz respeito à evolução temporal como função de seus parâmetros e variáveis. Isso significa que certos resultados determinados são causados pela ação e a interação de elementos de forma praticamente aleatória.
O acaso não existe. 
As ações que sofremos são frutos  de nossas escolhas.
Pela nossa limitação temporal e espacial, nossos atos mostram suas consequências em curtos espaços de tempo ou em longos.
Eu sempre escrevo por aqui que só saberei se fiz a escolha certa ou não em alguns anos.
Quando a distância temporal dará o afastamento necessário para entender meus atos e escolhas.
A vontade em alguns momentos, é de voltar no tempo e mudar as escolhas.
Porém, como no filme Efeito Borboleta, as mudanças no futuro nem sempre nos levarão aos caminhos que desejamos.
Querendo ou não, o arrependimento faz parte da natureza humana.
Mente quem diz que nunca se arrependeu.
As celebridades instantaneas adoram dizer que não se arrependem de nada que fizeram para estar dentro dos seus 15 minutos de fama ou nos seus 1.000 megabytes de download do seu video no Youtube ou no Myspace.
As mulheres são o exemplo mais contundente da Teoria do Caos.
Resultados instáveis, humor de picos e vales, respostas surpreendentes e ações variáveis.
Relacionamentos homem x mulher, apesar de existirem não podem ser comparados.
O que acontece com um casal, necessariamente não serve para outros.
Como diria Raul Seixas, se hoje te odeio amanhã lhe tenho amor.
Ou no limite, como Hebert Vianna canta eu te odeio por quase um segundo.
Entretanto, quando chegamos nos extremos sempre nos arrependemos do que escrevemos, do que dissemos, do que pensamos.
Não dá para voltar ao passado e consertar.
Como no filme, o estrago é sempre maior.
Você resolve uma coisa e um universo de probabilidades aparece.
Como o peixe, o homem morre pela boca, pela sua língua desatrelada da razão.
Mesmo quando eu escrevo, lendo depois, poderia cortar algumas frases, minimizar comentários ou escrever sobre outro assunto.
Porém, sempre é tarde para mudar o que já aconteceu.
No filme, não dá para salvar a mocinha sem os efeitos colaterais. 
E como disse na Roleta Russa, a gente nunca tem quem deseja, só quem está ao nosso alcance.
Eu estou tentando me convencer disto.
  

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