O Pé

O Pé
Tudo que pisamos, nos apoia.

3 de mar de 2009

CARA DE PAU DÁ CUPIM?

A paciência realmente é uma virtude.
Tem horas que as situações se repetem.
As pessoas se repetem.
Não sei se a monotonia produz a segurança, ou o costume, a rotina e o hábito fazem o monge.
O meu desejo não é por ações espetaculares ou movimentos senoidais.
Porém, por um pouco ousadia e exposição da verdade.
É óbvio que em tempos de crise, de retratação do mercado, da cautela dos investidores, ninguém quer arriscar.
Relações que passem da superficialidade, que prospectem amizade, confiança e fidelidade são cada vez mais raras.
Amizades são quilos de platina.
Alguns empresários compram empresas em dificuldades e as transformam em minas de ouro.
Mas apenas ganham dinheiro vendendo-as.
Algumas pessoas direcionam suas amizades em acordo com seus interesses.
Uma conhecida que não falava com uma rival (as duas interessadas pelo mesmo cara), por depender da boa vontade alheia, trata agora sua inimiga como sua melhor amiga de infância.
Realmente eu não tenho paciência para estas coisas.
Eu não conseguiria ser pastor e prestar auxílio espiritual para pessoas assim.
O mau-caratismo juramentado ( como diria Odorico Paraguaçu) é a base de vida para muitas pessoas. Podendo ser social, patológico e por interesse.
Ainda tenho que mudar para poder ser mais paciente com pessoas assim.
Há uns domingos atrás, estava conversando com uns conhecidos, e um deles veio falar de como ajudei o amigo que foi morto.
Faz diferença ser honesto, verdadeiro e amigo.
Não importa que as pessoas queiram agir contrariamente a esta posição.
Eu não quero ser conhecido como aproveitador, manipulador e acho rasteiro para mulheres que são conhecidas como maria-chuteiras ou maria-piano.
Cara de pau, não dá cupim.
Dá vergonha.

Um comentário:

Seu comentário é importante, mesmo que seja nada, ele pode ser tudo.