O Pé

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28 de jan de 2009

A TRADIÇÃO DAS BAIANAS E DOS RELIGIOSOS DE PLANTÃO

Estava assistindo ao Jornal HOJE, quando o apresentador chamou um link ao vivo de Salvador, onde a repórter estava esperando o inicio da lavagem das escadarias da Igreja do Senhor do Bonfim.
Ela mostrou a baiana e sua preparação para o ritual.
A água de cheiro é composta por alfazema, arruda, manjericão e água para a lavagem.
Afora a roupa composta por nove peças e muitos penduricalhos.
A baiana estava feliz por participar do ritual, da tradição para afastar maus fluidos e trazer o bem para o ano novo que esta começando.
Fiquei pensando que muitos religiosos de plantão praticam rituais também.
Vestem suas indumentárias, se tornam garçons de Deus, recolhem os dízimos como um ritual, uma tradição.
O significado ficou perdido ou escondido no terno e na sobriedade, na presença mecânica de muitos nestes momentos.
Por mais que que se queira dar um significante ao significado, isto esbarra em homens de preto que com austeridade espantam a espontaneidade.
A tradição foi suplantada pelo tradicionalismo nas vestes e nas atitudes.
Se os religiosos não fossem tão plantonistas, eu não compararia com as baianas.
Talvez as baianas sejam mais felizes e honestas na sua lavagem da escadaria da igreja.
Muitos religiosos de plantão se recusam a ser humildes.
Orgulho da humildade pessoal não deixa.

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