O Pé

O Pé
Tudo que pisamos, nos apoia.

27 de nov de 2008

PESSOAS NÃO MUDAM?

Estava lendo Eclipse e na postagem de hoje tinha esta frase: Seja sempre mais cordial do que o necessário, porque todo mundo que nós encontramos está lutando algum tipo de batalha.
Que remetia ao site de Jeff Bridges (aos preguiçosos virtuais coloquei os links).
Normalmente, não sou gentil ou cordial nem o necessário.
Imagine sendo além do que não sou.
Também não vou me colocar com o mal-educado de plantão.
Muitos acham que sou mal-educado, grosseiro e perigoso (como ouvi domingo...hehehehe).
Hoje um cliente habitual aqui da lanhouse reclamou do meu humor.
Falei para ele que o dia estava para tempestade e não para velejar.
Fico sem paciência quando me pedem para ligar o botão de power, procurar no Google o óbvio como se estas tarefas exigissem nível superior ou capacitação de MBA.
Fico espantado quando a falta de iniciativa supera a falta de expectativa.
Embora não traga comigo a cordialidade transbordante, tento ser na medida que consigo ser um pouco gentil, atencioso e educado.
Pelo menos vou tentando.
Nunca fui muito de ir a festas e cumprimentar pessoas em eventos deste tipo menos ainda.
Quando casei, tive que mudar este hábito.
A família da ex-mulher era numeroso e as festas na mesma proporcionalidade.
Aprendi a cumprimentar os incautos.
Até parecia gente.
Pelo menos em festas ou em visitas familiares demonstrava alguma educação.
Até porque ir na casa de alguém comer e beber e não falar com os anfitriões é o cúmulo da cara-de-pau e da deselegância.
Isto eu aprendi.
Há alguns anos depois, numa festa de aniversário de uma das minhas filhas a mãe de uma das amiguinhas dela, foi buscar a filha.
Entrou, sentou e comeu.
E não veio falar comigo.
Fiquei indignado com tal atitude.
Até eu que tenho um comportamento arredio e indiferente cumprimento as pessoas donas da casa e da festa, por que ela deveria agir diferente?
Por não gostar de mim?
Expressei a minha indignação.
Quando me separei, por estar numa igreja, resolveram discutir o caso da minha separação numa das reuniões de lideres da comunidade. Lideres que não tem liderados e muito menos o que fazer em casa. Debater a vida alheia para decidir se eu devia ou não permanecer como membro da igreja é no minimo fascista.
Ou religiosidade plantonista expressa da melhor forma.
Esta mesma senhora que entrou na minha casa para comer, se levantou na maldita reunião e disse: ele se separou porque ele não presta mesmo.
Talvez ela nunca veja ou leia a frase no site do Jeff Bridges.
Acho que provavelmente sua pequena educação se restrinja ao pequeno mundo que a encerra.
Sua cordialidade apenas se perceba com aqueles que ela possa tirar algum proveito material ou que influencie seus pobres objetivos.
Eu faço questão de cumprimentá-la sempre que a vejo.
Ela deve ficar bem irritada.
Afinal, a cordialidade pode representar um bem para a pessoas naquele momento.
Não acredito que as pessoas mudem por simplesmente mudar.
Como diz sempre diz Doctor House: people don´t change!
Elas precisam entender que podem fazer diferença para outras pessoas.
As pessoas que entendem isso, fazem realmente diferença na vida de outras.
Quem sabe um dia consigo mudar um pouquinho mais.

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