O Pé

O Pé
Tudo que pisamos, nos apoia.

18 de nov de 2008

O SEU ORGULHO EGOCÊNTRICO

Na maioria das vezes, fico me perguntando porque algumas pessoas ficam tão sensíveis as intempéries nos relacionamentos.
A mudança da água para o vinagre fica tão evidente que me enjoa.
Não consigo segurar os meus comentários corrosivos.
Na realidade, muitas pessoas não estão preparadas para a bajulação, poder ou destaque naquilo que fazem.
Esta combinação não é explosiva, é egocêntrica.
Sempre tive na minha vida problema com autoridade, não com liderança.
O poder imposto por cargos não pressupõe capacitação e muito menos significa que a pessoa esteja preparada para exercer uma função de destaque.
Mas um grupo de parasitas precisa bajular para se alimentar do sangue de sua vitima.
Bajulando, elogiando, afagando o ego com suas segundas intenções escondidas nas doces palavras proferidas.
Um conhecido uma vez indignado me disse que eu só criticava o que ele fazia. Respondi dizendo que amigo não é só aquele que elogia.
Este conceito de amizade é aquela que só fala coisas bonitas, é no minimo torpe e pobre.
Claro que o ser humano necessita dos afagos.
Mas não da bajulação.
Como a vida é cheia de surpresas e vez por outra a caixa de pandora é aberta...
Muitos saem do armário.
Outros permanecem dentro dele.
Usam a mascara do politicamente correto.
Imagem de bom moço.
Ou de boa moça.
Entretanto, suas existências são assombradas pelos mais terríveis dilemas egocêntricos ou comportamentais.
O mecanismo de censura que existe dentro de nós, serve muito mais como uma auto-defesa do que um muro para defender os outros das agressões verbais que geralmente expelimos.
Na maioria dos casos, a censura que nos impomos, é muito mais caracterizada pela penúria de caráter de quem falamos do que pelo fato em si.
Em condições normais de pressão e temperatura, ninguém agride gratuitamente outrem.
Confesso que a minha falta de paciência na atuação pífia que alguns tem, sempre achando que estão no palco, sob os refletores da ribalta é clara e obvia.
Parece até que estamos voltando ao Renascimento quando o homem se sentiu o centro do universo.
Algumas pessoas renasceram neste novo Renascimento religioso.
Onde Deus se tornou refém da vontade dos homens que determinam quando Ele deve curar, abençoar de que forma e em qual momento.
Esta semana, percebi que por mais que desejemos algo, se escolhemos que as coisas aconteçam no tempo divino, ansiedade nada vale e nem tomar posse de sua bênção tem valor.
Aliás, o mundo é muito maior que as paredes que muitos escondem Deus, nos templos de concreto onde muitas vezes, o ser humano esta no altar para a adoração e bajulação extrema.
Ou até o espaço físico se torna mais santo e intocável que Deus.
A total bagunça religiosa que se instaurou em igrejas ou entidades religiosas, está muito mais ligada a uma postura egocêntrica desmedida do que a diabólica atuação satânica.
Interessante que onde as pessoas deviam ser mais humildes e solicitas, mais elas apresentam seu fenomenal orgulho egocêntrico.
Outro dia, um cidadão comentou um post que falei da atuação da senhora Ana Paula Valadão rastejando pelo palco, e pelo jeito ele não gostou muito do que escrevi.
No entanto, para não ser tendencioso, coloquei a resposta da cantora no blog explicando o sentido espiritual do ato.
Imagino, que o orgulho imensurável do senhora Valadão Bessa impediu-a de dizer: errei!
E seus fiéis e cegos seguidores de admitirem o erro crasso dela.
Como já escrevi por aqui antes, músicos são verdadeiros poços sem fundo de egocentrismo e receptáculos de bajulação exacerbada.
Como tudo que escrevo por aqui, tem um sentido e um direcionamento para alguém com certeza, mesmo que leia a pessoa não vai compreender.
E muito menos vou explicar.
Porque escalar o pedestal que ela está, para falar com ela dá muito trabalho.
Vou esperar ela cair lá de cima.
Aí vai ser mais fácil conversar.

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