O Pé

O Pé
Tudo que pisamos, nos apoia.

20 de nov de 2008

MIOPIA SONORA AFETA COMPORTAMENTO

Estava lendo uma pesquisa americana que descobriu que ouvir músicas do gênero Heavy Metal faz com que as artérias se estreitem, tornando as pessoas mais ansiosas, enquanto a música alegre melhora a circulação sanguínea.
Para mim heavy metal é mais alegre que as chatissimas cantilenas lamuriantes entoadas por Lagoinha, Vineyard ou Hillsongs.
Agora podem adicionar ao rol de acusações o mal a saúde que o heavy metal faz.
Além do manjadíssimo e tradicional muzk do maligno.
Até que hoje em dia, o número de artigos sobre heavy metal e suas mensagens subliminares diminuiu consideravelmente.
Na adolescência, recebia direto artigos que falavam e revelam o lado maligno de bandas como Kiss (Knights In Satan´s Service), ACDC (Anti-Christ, Death Christ), Led Zepelin e Black Sabbath.
O conceito de muzk alegre ou triste se tornou pessoal.
Mas todos sabemos os efeitos que a muzk causa, provocando euforia ou tristeza.
E também o efeito que uma multidão gritando histericamente provoca na pessoa.
Sei que em algum momento, alguém vai chegar para mim e falar desta pesquisa.
Em uma festa num retiro evangélico que fui, numa das noites teve uma festa temática.
Desculpa de crente para dançar e liberar hormônios e feromônios num ambiente saudável.
O líder, hoje em dia um pastor, alugou luz, som para deixar o ambiente agradável e periculosamente parecido com as danceterias da época.
Ele, dançarino inveterado, como confessou várias vezes, levou seus cds de muzk gospel dançante para animar a festa.
Luz negra.
Muzk dançante.
Mulheres de roupa branca.
E indo até o chão.
Quadris rebolativos de calças e saias brancas realçados pela luz negra.
Depois ouvi que os excessos foram de pessoas que não tinham Jesus no coração.
O excesso foi na idéia, quando acharam que sendo muzk gospel os hormônios e feromônios estariam inibidos.
Infelizmente, os conceitos de bom ou ruim, certo ou errado passam pela passionalidade e não pela razão.
A estética muzkal ou visual é relativa.
Quantos de nós não admiram o Davi de Miguelangelo, nu em mármore.
E quantos religiosos de plantão condenam as revistas de homens e mulheres sem roupa.
E muito menos, repudiam as mulheres de micro-saias ou roupas coladas na igreja.
Reclamam do rock e ignoram o rastejo sensual da senhora Valadão Bessa?
Mesmo esta senhora pedindo perdão, ela tenta explicar o inexplicável.
Quer justificar o que deveria ser mantido no silêncio.
Devia usar a prática das estrelas: nenhum comentário.
Pesos e medidas coerentes com seus próprios umbigos.
Cada vez mais, eu vejo que as igrejas se tornam guetos muzkais, onde o papel da muzk é adornar, e não adorar.
Vale a bela voz que canta e não conseguimos entender uma palavra.
Vale o coro que aparenta afinação mas seu líder está desafinado com Deus.
Vale ter músicos que passam a noite bebendo e vão tocar as cantilenas lamuriantes.
Porém, é só detalhe no esfumaçado palco queimando as vaidades.
A muzk é tão universal que acaba sendo transformada num meio de resultado terreno.
E não espiritual.
A justificativa maior para estes absurdos doutrinários está ligada a ignorância da palavra divina daqueles que assistem estes momentos e não questionam nada.
Uma guitarra fala mais que um orgão?
Uma bateria fala mais que um coro?
Tudo depende do equilíbrio.
Do momento.
Da distância da radicalidade.
Da opinião dos religiosos plantonistas que insistem em deter a verdade em suas mãos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Seu comentário é importante, mesmo que seja nada, ele pode ser tudo.