O Pé

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Tudo que pisamos, nos apoia.

31 de out de 2008

HALLOWEEN: ESTRANHA FESTA DOS CRENTES!

Há alguns anos atrás, uma igreja evangélica, com intuito de atrair desviados e envoltos em trevas resolveu fazer uma festa de Halloween.
A idéia seria boa.
Mas como achar que algo que começa enganando poderia ter um resultado positivo?
Se formos pensar com o olhar cristão, uma festa pagã, teria que ter realmente um teor enganador.
Mas os organizadores acreditavam que os fins justificavam os meios.
Só membros da tal igreja evangélica poderiam participar, além dos convidados pagãos e dos convidados do além.
Desculpa o infame trocadilho.
Meus filhos pertenciam a esta igreja evangélica.
Como achei absurda a idéia da tal festa fui tentar conversar com o líder do evento.
Mas como todo bom evangélico que se preze, só ele vai para o céu, só ele está certo e a verdade só pertence a ele.
Envolto em segredos que não podiam ser revelados aos não iniciados e aqueles que não pertenciam aquele corpo de igreja ( corpo possuído por quem sabe o que!) fui quase descartado.
Não.
Fui ignorado.
Apesar de ter filhos nesta igreja.
O líder por sua vasta experiência em rituais, brancos ou negros, tomou para si a (ir)responsabilidade do que aconteceria.
A mãe de uma amiga de minha filha, por engano enviou um email para mim sobre a referida festa.
Não resisti a não responder.
Travou-se um insólito diálogo sobre a origem do Halloween, seu significado e seu objetivo.
Novamente posso repetir sem susto (nada a ver com o dia): mas como todo bom evangélico que se preze, só ele vai para o céu, só ele está certo e a verdade só pertence a ele.
Eu não sou contra festas importadas de outras culturas.
Entretanto, importar festas de outras religiões para outra, é tão inverossímil quanto um americano sambar na cadência sincopada brasileira.
No tempo da globalização, nos fecharmos ao mundo é intangível.
Mas ignorar o que temos como cultura e herança de nossas raízes é absurdo.
Os países de primeiro mundo, preservam sua tradições, cultura e herança.
Através de festas que se tornam eventos culturais e turismo para o mundo.
No entanto, nós pobres tupiniquins, permitimos que nossas riquezas materiais e culturais sejam levadas e esquecidas.
Sem nenhum pudor misturamos ou nos apropriamos do inusitado lá de fora.
Como diz o ditado: cada macaco no seu galho.
Não dá para servir a dois senhores.
A Deus e ao diabo.
Agradando um, desagrada o outro.
Não dá para globalizado, sem ter em vista o que somos.
Caso contrário, seremos simples marionetes.
Por não sabermos o que somos, nos tornamos presas fáceis do imperialismo.
Ou do ocultismo.

5 comentários:

  1. Aqui em Portugal não comemoramos o Dia das Bruxas, mas na noite de Todos os Santos, as crianças andam de porta em porta pedindo o "Pão por Deus" e recebem dinheiro e guloseimas.
    Belíssima colaboração na Blogagem Colectiva.
    Abraço
    Jorge

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  2. Como diz o Jorge Reis aqui não comemoramos esses dia.
    Desconhecia essa história das crianças andarem no dia de Todos os Santos a pedir pão de porta em porta. Deve acontecer em meios mais pequenos, nas grandes cidades nunca ouvi falar.

    Este dia em Portugal, é comemorado sobretudo nos infantários e nas escolas primárias. É mais uma festa para os pequenitos.

    Parabéns pela postagem

    Abraço

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  3. É verdade que não dá para se fechar à globalização. Mas quem disse que isso significa aceitar o hallowen?
    Sou inteiramente favorável a divulgação do que é nosso, não do que vem de fora e é totalmente artificial em se tratando do Brasil.

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  4. Perfeito!

    Além de importar a cultura, ainda queria importar a religião... assim não dá!

    Obrigado pela participação!

    T+

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  5. O texto está ótimo, realmente tem gente que não sabe o que faz, como o evangélico que vc falou. Halloween na igreja é surreal.

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