O Pé

O Pé
Tudo que pisamos, nos apoia.

23 de out de 2008

COMO SER MAL EDUCADO NA CASA DOS OUTROS

Imagine você ser convidado para jantar na casa de alguém.
E assim que é servido o jantar você pede a palavra e diz: gostaria de agradecer o convite, mas tenho que dizer que este prato que esta sendo servido foi feito de forma errada.
Gostaria de ensinar como se faz, porque sei cozinhar muito mais que a sua esposa, meu caro amigo!
Continuemos no caminho da imaginação.
Você foi chamado para ser preletor em um congresso. Você é anunciado.
O apresentador desfila seus títulos, doutor em divindades, mestre Jedi, bacharel em filosofia plena ortodoxa. Você pega o microfone, olha a plateia e diz: agradeço a todos que vieram me ouvir, porque sabem do meu valor, da minha inteligência, daquilo que posso oferecer a todos os presentes, porque sou agraciado de forma clara, na percepção e domínio dos diversos campos do saber. Tenho orgulho da minha humildade que me trouxe até aqui.
Os religiosos plantonistas conseguem superar qualquer expectativa.
Sendo pastor, eles se tornam imbatíveis no aspecto perfeição.
Cansa este monocórdico discurso, insosso e chato que eles pregam aos incautos de plantão.
Alguns ficam maravilhados com tanta verborragia sem significado, que só serve como ataque gratuito.
Desvia-se o foco, na intenção de mostrar a pretensa superioridade.
Em nome de Deus muitos matam, dizem absurdos, recebem unções para rastejar sensualmente nos palcos, em nome de Deus nos dizem o que seja certo ou errado.
Eu não tenho o direito de escolha de pensar e decidir o que seja correto?
Pois a suposta experiência e o prolífico discurso mostra um caminho.
Que parece contrário, mas somente reflete o gosto contraditório dos religiosos de plantão.
Há alguns anos atrás, lembro até a data, 17 de julho de 2005, quando ouvi um típico religioso de plantão, rufar em altos sons, que na cabeça dele, a igreja tinha que ser a união do velho e do novo, e apontava para o velho órgão e para o lado onde estavam a bateria, guitarra, baixo e teclado.
Na prática, este pastor exaltou apenas aquilo que sua vontade urrava dentro dele: Coros e órgão.
O discurso tem que ser coerente com a prática.
Talvez o mais difícil seja a prática coerente com o discurso.
Parece igual.
Só parece.
Outro dia, eu e uns amigos estávamos debatendo porque algumas campanhas na igreja que tem resultados excelentes e outras não. Falei que quem promovia, era o responsável direto pelo sucesso ou fracasso.
Algumas pessoas não inspiram confiança ou seu discurso não é coerente.
Ou o excesso verborrágico canse as pessoas.
Aliás, a objetividade anda em falta.
Esta escassa nos discursos de nossos governantes ou em nossos líderes religiosos.
Eles acabam sendo mal educados, na casa onde são convidados.
Entretanto, exigir um mínimo de postura para quem esta num patamar mais alto, pode ser além do que podem oferecer realmente.

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