O Pé

O Pé
Tudo que pisamos, nos apoia.

2 de set de 2008

A VERDADE CONTINUA LÁ FORA DA IGREJA

Comecei a semana fazendo dezenas de coisas numa atitude de ATITUDE.
Continuo assistindo aos episódios de X-files, diariamente. Estou na quarta temporada.
A cervicobraquialgia continua incomodando como antes.
No final de semana me falaram sobre um CD de muzk gospel que foi lançado.
Sobrenatural de André Valadão.
Irmão da tão decantada ungida do leão.
Não dá para me convencer do contrário.
Não dá para escutar estas atrocidades.
Metallica é coerente com a sua ideologia, com seu comportamento.
Os cantores gospel, na sua maioria, não.
Prefiro escutar a verdade do Metallica do que as inverdades dos popstar gospel.
Não é só questão de gosto.
Atitude.
Cada vez mais, os crentes estão se tornando em aparvalhados consumidores de muzks de teologia duvidosa, comportamentos dúbios e de igrejas laranjas.
E ver o pseudo cantor gospel com esta mão apontando para os incautos na capa do CD, confirma cada vez mais esta máxima.
As muzks para consumo rápido, andamentos que nos remetem a total falta de originalidade, a forma desgastada de muitas comunidades gospel, fazedoras de muzk para digerir rapidamente, mostra a total falta de compromisso em atingir pessoas não crentes com uma mensagem de qualidade e coerente.
Engraçado que aqui na lanhouse, coloco constantemente muzks em MP3, ou MP4 players e a miscigenação muzkal atingiu níveis alarmantes, a mesma pessoa coloca a Melô do Créu com Aline Barros (neste caso até combina) ou Restitui na sua playlist.
- É pra bençoar... diz o funkeiro.
Compromisso que vejo é para engordar as gordas contas. Bancárias.
No céu não tem banco, só para sentar e de ouro.
Logo, deve ser para comprar carro importado, ter mulheres gritando seu nome como popstar gospel.
E o mercado gospel fonográfico, se tornou tão selvagem quanto o secular.
As gravadoras detém o cantor, o produto, a mídia. Um verdadeiro cartel com objetivo apenas do lucro.
Algumas rádios, cobram a bagatela de 15 mil reais para você colocar sua muzk tocando na rádio.
Ou você participa do esquema ou fica de fora.
Grande dúvida: ser coerente com seus ideais ou ser conivente com esta política suja e corrupta que respinga dos ralos nos rostos de quem passa?
Numa das muzks do senhor André Valadão ele canta:
Abre o mar pra mim Senhor, e me ensina a andar no sobrenatural,
que traz o impossível ao meu viver.

Esta necessidade de fazer Deus alguém que está somente no impossível é torto e pobre.
Ainda mais quando olhamos para todos os lados e vemos seu imenso poder no nascimento de uma criança, na arvore que cresce e dá frutos para comermos, em estramos vivos diante de todas as balas perdidas e desgraças que enfrentamos todos os dias ficando em casa ou saindo pela rua.
O mais legal que ele chama de ministrações os shows que ele realiza. Ministrações...meninas gritando alucinadas agora se chama ministração.
Mas ele não satisfeito canta:
Hoje o meu viver, é te adorar, Sou um novo ser, feito para amar, Os meus frutos são, pra te adorar Toda a minha força, para te amar
Será que ele, filho de pastor, o que não quer dizer muita coisa, não aprendeu que nós fomos criados para adorar a Deus, e isto não é uma questão do dia mas de sempre de nossa existência? Os frutos ele não aprendeu quais são, pois senão saberia que eles são voltados para o nosso próximo.
Estou cansado desta teologia poética, que engana mais que outra coisa, e que enfia goela abaixo dos inocentes estas abobrinhas. E ainda cantarmos e ouvirmos nas nossas igrejas estes distúrbios comerciais.
Vira esta mão para outro lado, porque o sobrenatural que você canta no seu disco, está bem diferente do que eu conheço e leio na bíblia.

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