O Pé

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Tudo que pisamos, nos apoia.

5 de set de 2008

RELIGIOSAMENTE INCORRETOS

Hoje de manhã estava assistindo ao Sportv, quando entraram ao vivo os jogadores da seleção brasileira dando entrevistas.
Jogador de futebol, normalmente é treinado a repetir as mesmas frases sem efeito: estamos preparados, vou dar o máximo para ajudar os companheiros a vencer, e por aí vai.
Todos politicamente corretos.
Religiosos do esporte.
Repetem a mesma ladainha entrevista após entrevista.
Monótono.
O presidente da nossa republica, resolveu emitir sua opinião sobre futebol.
Em entrevista coletiva no exterior, resolveu dizer que o argentino Messi é o melhor do mundo, e que, quando perde a bola não cruza os braços como os jogadores brasileiros.
Como todo bom repórter deve ser, a opinião do presidente serviria para arrancar uma declaração fora dos padrões politicamente corretos.
Jogador após jogador, se esquivavam de opinar sobre a opinião do nosso chefe de estado.
Mas a insistência premia o chato.
O goleiro titular da seleção e da Internazionale de Milão, resolveu falar.
Eu, que votei nele, fiquei muito chateado, principalmente porque ele citou o caso do Messi. Então vai morar na Argentina, vira cidadão argentino, renuncia à Presidência e talvez o Brasil vai melhorar alguma coisa, afirmou Júlio César, titular do gol brasileiro sob comando do técnico Dunga.
Nos tempos da ditadura, perguntas como estas nem seriam feitas.
Ia jornalista e jogador direto algum porão para ser interrogado.
O goleiro disse com clareza o que muitos evitam dizer.
Você não gostaria de ter falado a mesma coisa para o senhor Lula?
Aconselhar o presidente a se tornar argentino.
Renunciar a presidência vai morar na Argentina para torcer pelo jogador da seleção argentina.
Depois de mostrar seu desgosto na declaração presidencial, Júlio César, lembrou de uma coisa que aprendeu quando criança: pense antes de falar.
E decretou: o presidente não pensou antes de falar.
Fiquei pensando nos nossos religiosos de plantão que ensaiam discursos, orações, pregações para iludir os incautos crentes.
Quando vi o vídeo da unção leonina da senhora Ana Paula Valadão Bessa, a primeira coisa que me veio a cabeça, foi um vídeo dos Rolling Stones She´s Hot, onde uma ruiva de quatro mostra as unhas e engatinha.
Depois lembrei do Bono Vox do U2 fazendo as mesmas coisas em sua penúltima tour.
Fui procurar na biblia alguma referência sobre alguma unção parecida. O que encontrei foi Nabucodonosor andando de 4 pelos campos como um louco.
Em nada, em nenhum momento, consegui encontrar a atuação do Espirito Santo no sensual engatinhar da líder do Diante do Trono.
Já postei aqui sobre esta atuação pífia e dúbia da moça.
Mas esta miopia espiritual, faz parte do DT há muito tempo, é só observar os subprodutos que aparecem com o selo de garantia DT.
Seu irmão, popstar gospel, Andre Valadão, chama seus shows de ministrações. Com qualidade discutível e letras teologicamente distorcidas, a gente assiste a incoerência privada de suas vidas, se tornar pública diante dos homens e de Deus.
Ninguém é melhor que ninguém, todos somos pecadores, mas o minimo que devemos ter, a partir da hora que nossas imagens se tornam publicas, é lembrar que atos e atitudes se tornam pedra de tropeço ou pedra de esquina para muita gente.
O pior é errar e transferir a culpa das nossas fraquezas para um ato divino.
Charles Mason assassinou em nome de Deus.
Os homens-bomba matam em nome de Deus.
Ela engatinha sensualmente no palco em nome de Deus.
Justificar e transferir nossas fraquezas em nome de Deus, é no mínimo deplorável.
As declarações de presidentes ou líderes em qualquer nível, é sempre cercada de ouvintes e responsabilidade de suas palavras e atos devem ser medidas.
A opinião pública nunca será unanime no acordo e nem no desacordo.
Mas com certeza, muita coisa poderia ser evitada, se o presidente e a líder do Diante do Trono tivessem pensado antes de declarações e atos.

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