O Pé

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Tudo que pisamos, nos apoia.

23 de set de 2008

A POBRE DINÂMICA DO LOUVOR GOSPEL

Domingo fui tocar com a equipe de louvor da minha igreja.
Bons músicos, pessoas legais.
Em outras palavras, ninguém que iria me pertubar falando que eu escuto Metallica, Van Halen ou Ozzy Osbourne e que isto não é coisa de crente.
Em algum momento do passado alguém fez uma dinâmica diferente para o canto congregacional. Alguém aproveitou, transformou isto numa fórmula.
Aprendi ouvindo rock pesado, que dinâmica é tudo.
As baladas mais românticas e grudentas são das bandas mais pesadas.
Talvez por eles tocarem nos extremos, conseguem tirar o máximo das melodias, dos andamentos e dinâmica.
Voltando ao (desen)canto congregacional, de cada 10 muzks, 7 delas tem uma parte que todos param e só ficam as vozes.
Independente da dinâmica, do clima, do auge da muzk.
Domingo não foi diferente.
De quatro canções, duas entraram nesta onda.
O dirigente sente o sopro, fecha os olhos indica que os muzkos devem para de tocar.
A congregação canta...
Quando a exceção se torna regra, a espontaneidade do momento se perde.
Mas perceber estas coisas, quando continuamos nas gastas fórmulas é muito mais fácil.
O fechamento a altenartivas que não superestimem o ego, é sempre traumática.
Backing vocals querendo ser front, musicos que por terem sua vontade contrariada em detrimento do todo não tocam seu instrumento de origem por terem suas gavetas de cuecas de bolinhas azuis remexidas.
Ainda continuamos no provicianismo de nossas vontades.
Mudar, para alguns, é como se arrancasse um braço.
Porém, como exigir que se priorize o todo, sem nem o micro da sua própria existência ele conseguer entender?
O Metallica por não seguir a mesma fórmula nos seus discos é duramente criticado.
A máxima do futebol time que está ganhando não se mexe, para a muzk acaba sendo pobre.
Eu acho muito chato o modelo de equipe de louvor.
Várias pessoas cantando, o que uma só faria melhor.
Além do mais, se tem mais 500 pessoas cantando junto, para colocar um microfone na mão de alguns afortunados para terem sua voz em destaque?
O medo de chocar as pessoas e do novo, é quase paupável nos meios religiosos.
Em vez de caminharmos adiante, corremos numa esteira do conformismo.
Chega das fórmulas e dos gostos pessoas suplantando a evolução que as envelhecidas igrejas precisam.
Por mais que algumas situações possam parecer irreverentes ou mundanas, elas quebram a formalidade religiosa e litúrgica que muitos acreditam que seja santificada.
Terno e gravata, vestimenta santa. Quase sacerdotal.
Pastor sem terno e gravata é um herege.
Diácono sem terno não é diácono. É apenas mais um congregado.
Usar camisas de time de futebol é heresia pura.
Mas mulheres com vestidos ou saias minimas não é.
Este pequeno mar de incoerência se estende em todas as áreas.
Um coro cantando o Messias de Haendel é santo.
Mesmo que regente ou cantores sejam homossexuais assumidos ou enrustidos.
Acho que quanto mais conhecermos e estarmos próximos das pessoas menos vamos precisar de fórmulas gastas e pobres nas nossas liturgias.
Ainda continuamos muito longe de chegar ao equilíbrio.
Entretanto, ainda existem pessoas que usam lampião com oléo de porco na era da fibra ótica...
...os Amish.

Um comentário:

  1. Gostei muito de sua postagem, embora não tenha ficado muito contundente se a sua crítica é ao formato do louvor ou a estrutura religiosa das igrejas, mas valeu.
    OP que dizer então daqueles chamados "ministério de dança" com aqueles passinhos repetitivos e monótonos...

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