O Pé

O Pé
Tudo que pisamos, nos apoia.

3 de set de 2008

MODERADAMENTE RAIVOSO

Algumas vezes a gente acaba sendo surpreendido pelas pessoas.
Eu normalmente não me surpreendo.
Por isso, dividi os meus posts em 2 blogs.
Resolvi ser pessoal e intransferível no outro.
Vou deixar os desequilíbrios opostos fora daqui.
Estou com aquela concepção moldada de seres humanos que não valem a pena ter preocupação ou atenção.
Mas no fundo se torna um exagero da minha parte.
Não com o sobrenatural ou unção animalescas, mas com pessoas simples que gostam da gente.
Eu tenho uma certa dificuldade em demonstrar, não por causa de criação ou influência.
Acho que em parte, pela desconfiança que nutro por todas as pessoas.
Um defeito.
Em outras oportunidades, uma qualidade.
Hoje, um amigo virou para mim e disse: tá assim com o pastor da igreja, puxa-saco!
Nós dois rimos.
O pastor jovial e simpático da minha igreja com aquele jeito bonachão e fala mansa consegue arrancar de mim muitos sim.
Algumas poucas pessoas, conseguem arrancar uma resposta positiva ou de aprovação minha.
Classifico-me como um chato.
Engraçado que estava conversando com um conhecido que ia prestar um serviço. Estava perto e o montante de explicações para justificar o preço, a dificuldade do serviço, e aquela velha frase clichê que para igreja estava cobrando um preço mais em conta, soou perniciosamente inverídico.
Quem explica muito, quer justificar e tornar-se crédulo diante de si mesmo e dos outros.
Algumas regras básicas do comportamento são inerentes e aderentes a todo ser humano.
Não me lembro se escrevi por aqui, mas sempre me escondi atrás da agressividade na maneira de falar e me comportar.
Até porque falta muita paciência para lidar com os outros.
Melhorei bastante.
Entretanto, quando aparecem discursos clichês ou atitudes incoerentes, as palavras borbulham contra isto.
Sou o mais errado no mundo.
Mas voltei a dormir muito bem.
Equilibrei meu desequilíbrio oposto.
Ouvi do prestador de serviço, qual era o meu interesse em fazer coisas de graça, pois ele não fazia.
E ainda me perguntou se me oferecessem dinheiro para fazer o que faço de graça, hoje, em outro lugar, eu não aceitaria?
Respondi que não.
Satisfação não se compra. Para todas as outras, você usa Mastercard.
Esta ânsia pela orgasmo momentâneo, pelo dinheiro que vai resolver o problema a curto prazo, é muito pobre, visto de uma perspectiva inquisitória sobre o que vou deixar de legado.
Um profissional que faz as coisas por dinheiro ou um ser humano que é feliz?
O distúrbio maior está dentro da pessoa que não consegue encontrar, pois está perdida dentro de si mesma.
Se não sabe quem é, convivendo consigo mesmo há tanto tempo, não vai conseguir nunca entender as motivações dos outros.

Um comentário:

  1. EQUILIBRANDO O DESIQUILIBRADO? ...

    "O BÊBADO EqUILIBRISTA!"

    nAda raivoso...tudo depende dos olhos de quem vê. CAda pessoa se defende de um jeito...conheço gente que consegue até se esconder atrás de óculos...ta aí uma arte difícil de se conseguir...

    Mudando de assunto...

    "busca interior..."
    "Equilibrio desiquilibrado..."
    "A resposta que vem de dentro..."

    Vacê anda fazendo Yoga?

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