O Pé

O Pé
Tudo que pisamos, nos apoia.

15 de ago de 2008

STRESS INEVITÁVEL

Noite passada meu corpo resolveu reagir a empáfia mental e resolveu se manisfestar laconicamente, através de febre, calafrios, suor e um total indisponibilidade para dormir.
Tenho assistido as Olimpíadas de madrugada, mas nesta madrugada o corpo rejeitou ou assimilou a derrota brasileira no vôlei para os gigantes russos.
Só assisti os últimos 10 pontos da partida.
Estou sem voz, ou pelo menos depois de algumas horas acordado, ela reaparece. Mesmo rouca.
Como sou contra a usar remédios por qualquer coisinha...
Interessante como cada pessoa reage as decepções, stress, pressão.
Eu vou comendo doces, biscoitos para dar a sensação de entupimento e satisfação.
Que eu me lembre apenas umas 3 vezes meu corpo se desligou da mente e disse: basta!
Uma semana antes de casar, fui derrubado por uma estranha virose.
Febre, calafrios e indisposição rechearam aquela semana.
Foi a maneira que o corpo reagiu ao momento.
Alguns anos depois, já casado, estava gravando o primeiro CD com o Assembléia do Som. Era um período muito estranho também. Alguns anos do casamento ficaram embotados. Enuviados.
Não lembro de muita coisa.
Trabalhava direto de domingo a domingo virando noites e madrugadas.
Regularmente, ficava entrevado, com uma dor insuportável do lado direito nas costas, quem me impedia de andar, me movimentar.
Os exames não encontram nada, nem nos rins ou na região.
Algumas coisas, com certeza tem fundo emocional.
Num domingo fiz a pausa para tirar as fotos para a capa do CD.
Não estava bem.
Quando cheguei em casa fui assistir TV no quarto de trás lá de casa.
Falei para a minha mulher que não estava bem. Ela não levou a sério.
Lá pelas tantas levantei e fui ao banheiro para devolver ao mundo o que tinha comido.
Só lembro que apaguei e tive a sensação de estar desabando.
Quando voltei do limbo, estava de cara no chão, em cima do meu vômito gemendo pelo nome da minha mulher.
Cena de rockeiro, a la Jimi Hendrix sufocado pelo próprio vômito.
Ela chegou e consegui me levar para o chuveiro.
Fiquei uma semana na cama.
Por mais que possam gritar, os ufanistas religiosos de plantão, o relacionamento está fazendo mal aos dois.
Hoje em dia, nos relacionamos mais civilizadamente do que quando eramos casados. Isto não quer dizer que a separação resolveu os problemas, trouxe outros.
Entretanto mais fáceis de se enfrentar ou lidar estando separados.
Deus pode restaurar um casamento.
Desde que os dois queiram.
No presente, meu corpo reage mais suavemente.
A voz some.
Febre, alguns calafrios, porém nada que impeça de fazer as coisas.
É a fase de me acostumar com o inevitável.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Seu comentário é importante, mesmo que seja nada, ele pode ser tudo.