O Pé

O Pé
Tudo que pisamos, nos apoia.

13 de ago de 2008

PALAVRAS SOBRE NADA

Sinto-me muito pequeno,
Mas, feliz e engradecido
Com discurso tão ameno
Pulsante e querido.

Queria poder escrever e participar
De diálogo majestoso e magnânimo,
Pelo menos ao lado de vocês posso andar
Elevando aos píncaros meu ânimo.

Um dia alcançarei a verborragia plena,
E meus pares sensibilizados, irão sorrir
Presenciando esta irretocável cena
Sentindo minha inteligência sobre eles cair.

Sendo CREC ou CARECA
O que importa finalmente urge
No momento que a fonética surge,
Vamos todos gritar: Eureka!

Este pequeno momento transcende
E não quero a ninguém embaraçar
Mas um pouco de satisfação dar
A chama da sapiência, acende.

Discussões vamos deixar à parte,
Locupletações mil palpitam.
Para aqueles que necessitam,
Ofereço minha inteligência a la carte.

Palavras que provocam,
Por si só, não evocam.
Este efêmero e opaco brilho
Não ilumina meu caminho de andarilho.

Se tenho vontade de dividir
Aquilo que transborda no meu sentir,
Porque questionam agora,
O que sempre foi claro em outrora?

Se o mal que não faço, fulgura
E o bem que trago, transfigura
Porque não aceitar o óbvio
Diante do que demonstro ser sóbrio?

2 comentários:

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