O Pé

O Pé
Tudo que pisamos, nos apoia.

1 de ago de 2008

O X da questão...

Em meio a pontos surreais, dispostos de maneira bizarra, as pessoas cobram uma postura ou presença em momentos que muitas vezes não acrescentam nada.
Quantas vezes vamos a um lugar para cumprir o papel social, e por sermos obrigados a participar, chegamos de semblante, e os risos perdidos entre as rugas de contrariedade.
No final, o saldo que resta pode ser algumas respostas afiadas, ácidas.
Acho que estou naquele momento que o importante é a satisfação pessoal e não a social de outrem.
Para mim é difícil esconder a minha insatisfação quando estou insatisfeito.
Não sou um grande ator.
Sou adepto do realismo.
Contrário a postura teatral, quase circense, que alguns querem tornar verídica.
Outro dia, um conhecido de um amigo veio me solicitar que eu colocasse uma placa de um candidato politico na minha casa.
Disse que não colocaria pois era comunista e só apoiava candidatos comunistas.
Fui olhar sobre o determinado candidato a vereador (não posso falar bem ou mal sobre nenhum candidato graças ao TRE ou TSE) e olhei as centenas de participações dele em projetos de lei.
Achei sensacional.
Na sua maioria são projetos de lei que considera alguma entidade como utilidade pública. Ou muda o nome de alguma comissão.
Uma atuação histriônica para alguém que está no seu quarto mandato e quer exercer o quinto.
Isto me lembra as comissões criadas em igrejas e convenções batistas, que falam nada sobre coisa alguma.
Mas que conferem aos participantes distinção e honrarias.
Não é mera semelhança a vida política com a política religiosa empregada por alguns.
A religiosidade extrema afeta tanto a romanos, batistas ou muçulmanos.
A mistura da fé com a politica produz efeitos indesejáveis.
Os currais eleitorais revelados nos jornais nas últimas semanas, mostram a mistura profana da fé com a corrupta politica empregada por candidatos ateus, à toa e religiosos de plantão.
Tenho uma visão um pouco radical sobre eleições em igrejas. Não vejo porque ter eleição.
Ainda mais que eleições não privilegiam a capacidade ou idoneidade e sim, a quantidade de sorrisos que se pode distribuir.
Ou número de pessoas que você conhece e consegue ser simpático.
Em igreja, a eleição serve apenas de trampolim para alguns que desejam suplantar suas complexas frustrações.
A pessoa pode-se se tornar o instant darling dos membros.
Sentir-se poderosamente importante.
Com freqüência absurda encontramos pessoas fazendo, ops digo...pessoas ocupando cargos que não apresentam qualquer capacitação ou dom.
Estão eleitas apenas com intuito ou necessidade de expurgar seus traumas.
Corre nas igrejas uma conversa que necessariamente, na igreja uma pessoa não exerça a sua função fora dela.
Tal como, um contador não trabalhar com numeros na igreja. Pode se sentir bem lavando banheiro.
Ou coisas deste tipo.
Não que não possa lavar banheiro, mas que talvez sua vida profissional não seja aquilo que ele desejava e teve qua adaptar seus sonhos a realidade.
Um amontoado de frustrações escondidas que acabam perpetuando a religiosidade comercial.
Eu não consigo fugir ou fazer coisas que estejam muito distantes daquilo que sei fazer.
Eu não vou ser diácono, presbítero ou bispo.
E nem pastor.
Mas alguns deviam entender que não deveriam ser diáconos, bispos ou presbíteros.
E muito menos pastores.
Eles deviam quebrar estes paradigmas em suas vidas e encontrarem seus caminhos.

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