O Pé

O Pé
Tudo que pisamos, nos apoia.

11 de ago de 2008

A NOITE DO PESADELO pt 1

No final de semana, devido a falta de sono, insônia ou qualquer outro termo que possa ser aplicado, fiquei divagando sobre a disposição antagônica do dia e a noite.
Muitas das minhas idéias, na natural condição harmônica do universo, sempre se apresentam de modo oposto: claro/escuro, noite/dia, homem/mulher, etc.
Talvez os momentos mais solitários aconteçam a noite.
Uma predisposição normal do universo movido a luz, e não, em trevas.
Fico imaginando onde a energia elétrica não é disponível, onde a sobrevivência depende do trabalho árduo durante a luz do dia.
Plantar, colher, caçar, pescar,etc.
É um conceito natural do ser humano a vida na luz.
As trevas escondem o desconhecido.
Antagonicamente, descobrem os nossos medos.
Quando era criança, morava num apartamento grande.
Os quartos eram separados por um longo corredor.
Bem diferente da arquitetura moderna.
O apartamento durante a noite não ficava com as luzes todas acesas.
Não recordo se tive a fase de dormir com luz acesa.
Lembro que minha mãe vinha contar histórias toda noite.
Agora como adulto, antes de ter os pitbulls( já tenho eles comigo há uns 3 anos), deixava o lado de fora da casa aceso.
Talvez para visualizar algum intruso ou afastá-lo.
Com o advento animalesco dos meus bichinhos de estimação, só comecei a deixar uma luz da frente da casa, acesa.
Algumas noites, os pits correndo pelo quintal, parecem cavalos trotando.
A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça.
Como já estou acostumado, diversão pura os trotes noturnos.
A caçada dos ratos.
Algumas noite estreladas, sento na escada de entrada, escutando muzk com os pits do lado.
Os morcegos passam em vôos rasantes.
Como diz a canção: as criaturas da noite, num vôo calmo e pequeno, procuram luz aonde secar , o peso de tanto sereno...
Para ouvir antes, durante ou após ler a postagem.

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