O Pé

O Pé
Tudo que pisamos, nos apoia.

25 de ago de 2008

MAIS QUE ENTENDER A PERGUNTA, QUERO ENTENDER A RESPOSTA

Estava lendo na segunda uma entrevista o vocalista e baixista da banda de trashheavyhard-metal Motorhead, Lemmy.
O rockeiro já se tornou lenda nos anos 60 com as bebedeiras e festas regadas a drogas com Rolling Stones, Jimi Hendrix e outros.
O mais interessante foi quando o expulsaram da psicodélica e ácida banda Hawkwind. Banda que fazia imensas trips lisérgicas através de sua muzk.
Os músicos do Falcão do Vento demitiram o baixista por consumo excessivo de drogas pesadas(?!).
Foi então que fundou o Motorhead, banda detentora do recorde mundial do som mais alto do rock´n´roll: 123db.
Haja ouvido.
Falando sobre seu último disco, um documentário que está sendo feito sobre sua vida e outras amenidades, dois trechos me chamaram a atenção na entrevista. O primeiro falando sobre a diferença entre gravar há 30 anos atrás e agora ele respondeu:
É como outro planeta, não é? As pessoas ficam diferentes, olham diferente, fazem coisas de um modo diferente, filosofam diferentemente sobre sua fé. Isso é diferente. E elas não mudaram para melhor, você sabe? (risos) Não é engraçado como as coisas nunca mudam para melhor? Nós aperfeiçoamos as coisas, e elas sempre pioram!
Quando terminei de ler, as palavras começaram a borbulhar na cabeça e a confirmar realmente este tipo de comportamento.
No fim de semana, participei de uma reunião religiosamente comercial.
Tinha tudo que a burocracia estática e atravancadora pode reunir: relator, secretária, ata, quorum, etc.
Eles queriam fazer um evento da maneira mais tosca possível. Som de 200 reais, um tablado, e se chovesse que Deus abençoasse o evento que não aconteceu.
Tentei ser o mais calmo, paciente e indulgente com o clero da religiosidade comercial.
E apesar da boa intenção de todos, o foco é fazer alguma coisa para depois constar que foi feito algo.
Eu não sei bem onde surgiu esta cultura em igrejas batistas de comissões, grupos de estudo apra analisar e fazer coisas.
Fazer, nem sempre.
Vejo um gasto de horas ideiando em algo que claramente não se quer que aconteça, para não gastar dinheiro. Porque o suor, sangue e lágrimas são daqueles que gostam de ver algo terminado.
Semente lançada, germinada e nascendo.
Estes fantásticos executivos religiosos, são realmente capacitados a ideiar.
Implementar...
Há 20 anos atras as coisas eram toscas, som paupérrimo.
Toquei várias vezes no chão de rua.
Naquela época era revolucionário, moderno e inconseqüente.
Aliás, só não era assim quem não tinha nascido ou que é nosso executivo religioso.
Já treinava para reclamar de bateria alta, muzk alta, tatuagens, piercing e outros.
Alguns crentes neo-liberais, permitem para se mostrarem sintonizados com os filhos. Permitem até coisas piores.
Em algumas igrejas, se fizerem o teste do bafômetro no domingo pela manhã, muitos nem deviam estar ali.
Isto só me remete a frase do rockeiro: elas não mudaram para melhor. As coisas se aperfeiçoaram e tudo continua no provincianismo religioso: Deus vai abençoar!
No final, indagado sobre qual a declaração mais tola que ouviu, ele disse:
Quando estávamos trabalhando com a Sony, perguntamos: 'Por que vocês não podem nos dizer a verdade?' E nos responderam: 'Não é desse jeito que funciona.
Será que alguma vez vamos ouvir a verdade de quem insiste em mentir e ser falso?

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