O Pé

O Pé
Tudo que pisamos, nos apoia.

8 de ago de 2008

A GENTE NUNCA ESCOLHE CERTO?

Um dos grandes dramas que aflige a humanidade, individualmente, são as escolhas.
Certas ou erradas, elas revelam o peso desproporcional que carregamos, diante das coisas mais simples.
Nenhuma mulher pode dizer que escolher uma roupa, sapato ou bolsa para sair, não se torna um verdadeiro dilema Shakespeariano.
Imagina sair de casa, com a mesma roupa que outra mulher está usando?
E chegar na mesma festa e encontrar seu par gêmeo em vestimenta?
Semana passada, fui com a minha filha mais nova ao supermercado.
Ia comprar comida para os pitbulls, e ela me chamou para juntos irmos ao supermercado Prezunic.
Como as vendinhas perto de casa já estavam fechadas, resolvi ir até lá para comprar bofe para misturar com angu.
Uma caminhada de menos de um quilometro.
Fomos conversando amenidades e supérfluos pelo caminho.
A nossa semelhança impede qualquer piadinha que ela é filho do carteiro ou leiteiro.
Desta mordaz insinuação consegui escapar com folga.
Não que os três sejam carecas ou possuam a beleza paterna.
Comportamento, olhos, expressões faciais não negam a genética.
Uma das coisas mais insuportáveis para mim é sair para fazer compras.
A paciência é limitada para andar em shoppings, supermercados. Ficar escolhendo entre dezenas de produtos e cores, não é o meu atrativo prioritário.
A pequena compra de alguns itens que minha filha iria comprar se tornou num pesadelo para se carregar depois.
Em vez de umas duas sacolas, foram 12 sacolas com produtos de diversos pesos, cores e preços.
Para variar reclamei muito.
E acreditem: não tinha bofe naquele supermercado!
Um absurdo!
Como se rico não comesse bofe escondido em sua luxuosa cozinha com fogão e geladeiras Bosch.
Fubá e bofe.
O popular Angu do Gomes na Praça XV.
Comprei salsicha para os pits.
Eles gostaram.
Na volta, entre pedidos e súplicas, resolvi voltar a pé.
Um quilometro que pareceram 10, carregando as pequenas compras para um pequeno lanche noturno.
Moral da história: algumas escolhas se tornam pesadas por acharmos que estamos certos e que a caminhada será pequena sem peso algum.
Devia ter pegado o ônibus com ela com as bolsas.
Agora é tarde.
A tendinite agradece.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Seu comentário é importante, mesmo que seja nada, ele pode ser tudo.