O Pé

O Pé
Tudo que pisamos, nos apoia.

25 de jul de 2008

VIVENDO NO LIMITE DO EQUILÍBRIO

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Alguns dias por falta de uma boa noite de sono, ou uma comida desnutritiva, problemas incondicionais tornam os dias arrastados e monótonos.
Apesar de nossa existência ser toda baseada em atos e movimentos repetitivos, respirar/comer/andar/beber/etc, o ser humano não se dá bem com a rotina.
Com as situações cíclicas.
Há um certo drama na vida que desloca nossa percepção para o submundo da alma.
Sempre acabamos vendo o que queremos e não, realmente aquilo que está a nossa frente.
Como um amigo já disse, e eu já escrevi por aqui antes, que sou cíclico.
Um momento Raul Seixas/Paulo Coelho: se hoje te odeio amanhã lhe tenho amor...
A rotina vegetativa é uma incoerência com a nossa própria existência.
Sangue bombeado pelo coração.
Os pulmões expelindo o gás carbônico.
Os sonhos quando dormimos.
O telefone que não toca.
O email que não vem.
O cachorro que não late.
A corda de guitarra que arrebenta.
A válvula do amplificador que não brilha mais.
Ou a mangueira que joga mais folhas no chão que você consegue varrer.
Ou o pé de acerola que não dá fruto.
Ou a chuva que molha sua cama porque você esqueceu as janelas do quarto abertas.
Não importa qual seja o motivo.
Tudo vai contribuir para viver no limite.
Da paciência.
Da tolerância.
Se há algo errado com o mundo, não teria tempo de escrever sobre tudo.
Até porque, o mais errado talvez seja eu.
Sendo chato.
Ou não.
Ou ouvindo Aerosmith.

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