O Pé

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Tudo que pisamos, nos apoia.

16 de jul de 2008

...SEU GOSTO É BENÉFICO?


No fim de semana, tive uma discordância filosófica de conceitos etílicos.
Beber é bom ou ruim?
Maléfico ou benéfico?
Muitos podem gostar de beber, e usar o antigo discurso de beber socialmente, ou eu que domino a bebida, só bebo quando quero, etc.
No entanto, os resultados sempre provam a regra.
Se beber não dirija.
Não fale.
Meus pais não tinham bebida alcoólica em casa, e muito menos tinham o hábito.
Isto com certeza foi uma influência decisiva em não ter o gosto pelas bebidas e nem adquirir o hábito.
O hábito não torna ninguém monge, mas o hábito traz o vício.
Esta confusão do conceito de ser bom ou ruim, é tão relativo e manipulável que cada um defende seus vícios.
Na minha discordância plena em relação a bebida, sendo cerveja, vinho ou whiskie, percebi que muitos usam o discurso do faça o que eu te aconselho. Entretanto, não é aconselhável seguir o que faço, mas se quiser a escolha é sua.
Incoerência.
Para provar minha idéia, usei como exemplo o uso da maconha. Alguns podem achar seu efeito medicinal, calmante e gostarem do resultado. Mas ser benéfico...
Interessante que neste dia, duas amigas da pessoa chegaram na casa dela chapadas da medicinal maconha.
Gostar não quer dizer que é bom.
Maconha, cerveja, vinho, whiskie produzem sensações e resultados diferentes nas pessoas.
Porém insisto: gostar não identifica algo como bom. Nem credencia ninguém a exaltar um vício ou doença como algo salutar.
Se hoje domina, amanhã pode ser dominado.
Ainda mais hoje em dia, que se descobriu que o alcoolismo pode ser transmitido para outra geração.
O fenômeno da negação é sempre o inicio de algo avassalador que está por vir.
No começo a busca é pelo prazer que a bebida proporciona.
Quando a pessoa não alcança mais o prazer anteriormente obtido, não consegue mais parar porque sempre que isso é tentado surgem os sintomas da abstinência, e para evitá-los a pessoa mantém o uso do álcool.
A tolerância e a dependência ao álcool são dois eventos distintos e indissociáveis.
A tolerância é a necessidade de doses maiores de álcool para a manutenção do efeito de embriaguez obtido nas primeiras doses.
Os primeiros indícios de tolerância não significam, necessariamente, dependência, mas é o sinal claro de que a dependência não está longe.
A dependência será tanto mais intensa quanto mais intenso for o grau de tolerância ao álcool.
Existem pessoas que sentem prazer na dor.
Outros gostam de ficar fora-do-ar para esquecer problemas e fugir da realidade.
Tem gente que gosta de Amado Batista.
Outros Metallica.
Eu não quero servir de exemplo maléfico para meus filhos.
Não quero ser confrontado por um deles me dizendo: se você faz, porque eu não posso?

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