O Pé

O Pé
Tudo que pisamos, nos apoia.

15 de jul de 2008

SE MEU GOSTO É MALÉFICO...

A profusão das propagandas de bebidas e seus avisos, politicamente corretos, estão invadindo as TVs livres ou pagas em todos os horários.
Se beber não dirija, esta bebida é para consumo de adultos, aprecie com moderação são verdadeiros atestados contra a inteligência coletiva.
Se bebida alcoólica não pagasse impostos, o governo teria outra postura.
As campanhas contra as bebidas são no minimo hipócritas.
Se causa tanto acidente a postura deveria ser outra.
Não estou propondo a Lei Seca.
Até porque não bebo álcool. Nem puro ou destilado.
Nas raríssimas vezes que bebi, 2 vezes, a experiência e o resultado serviram de motivação para não beber.
Não acredito que seja bom estar fora de si.
Ou usar algum artificio sintético ou destilado para ter coragem para realizar algo.
Na primeira vez, eu estagiava na rádio da Faculdade, e uma garota estava organizando uma vernissage com suas obras. E e outros amigos ajudamos na divulgação através da rádio, folhetos, etc. Ela ficou tão agradecida que nos convidou para o evento.
A minha faculdade era na Lagoa, bairro nobre do Rio.
Durante a inauguração, foi servido vinho branco alemão.
Bebemos vários copos.
Depois de várias taças, o efeito começou a ficar evidenciado. Lá pelas tantas, resolvemos sentar numas peças decorativas. Se não eram para sentar, serviram naquele momento para isso. Isto aconteceu em 1987.
Depois de um hiato de mais de 10 anos, já no século 21 tomei a minha primeira e última bebedeira. Eu e um amigo íamos muito nos fins de semanas nos Arcos da Lapa. Um dia falei para ele que naquele dia iria beber até cair. Ele virou para mim e disse que não acreditava. Que eu não bebia e cair bêbado mais difícil ainda.
Bebi muito até cair.
Lembro que no final, sentado na porta de uma casa na Lapa, vomitei.
Olhei o resultado e me perguntei: eu não comi strogonoff, porque vomitei então strogonoff?
Sei que fui para casa do meu amigo, deitei no chão da sala dele e dormi lá.
De manhã, acordei com a mãe dele falando: porque você deixou ele dormir no chão?
Depois disto, não consigo mais beber nada etílico.
Odeio o cheiro de bêbado.
Um amigo meu, toda vez que chega perto de mim com aquela caatinga, grosseiramente o expulso.
Eu não consigo entender como alguém pode beber e ignorar os malefícios escondidos no álcool.
O conceito de gostar e ser benéfico se fundiram num pernicioso jogo de possibilidades e relatividades.
Eu posso dizer: deste álcool, não beberei!

continua

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