O Pé

O Pé
Tudo que pisamos, nos apoia.

31 de jul de 2008

OBJETIVO E PREPARAÇÃO



No final de semana passado, a banda foi tocar numa pequena igreja em Bangu.
Aceitamos os convites para tocar e não cobramos cachê, propina ou oferta para tocarmos.
Ao final, apenas avisamos que temos disponível um CD com as músicas que tocamos.
Nosso objetivo não é nos tornarmos ricos músicos gospel, vivendo da muzk gospel.
Não que isto esteja fora dos nossos sonhos, mas não é a prioridade de nossas vidas.
Gostamos de tocar, dividir nossas canções com as pessoas e apreciar a reação delas.
A primeira coisa que nos falaram, era que a igreja tinha uma tendência a ser tradicional (leiam o excelente post no blog do pastor jovial e simpático sobre o tradicional x tradicionalismo).
Logo começamos a diminuir volume de amps, segurar a mão para não causar nenhum impacto negativo sobre as pessoas.
Interessante que n0rmalmente não observo este tipo de preocupação quando bandas vão visitar a igreja alheia.
Há umas semanas, teve um congresso de jovens na minha igreja, e quase todas as bandas castigaram sonoramente os ouvidos dos incautos.
Quanto mais melhor.
Assim Deus vai poder ouvir a muzk lá no céu.
Deve ser por isso que observo esta incotestável falta de respeito com o próximo.
Não quero fazer na igreja dos outros o que acho insuportável que façam na minha.
Aliás, até colocamos uma bateria eletrônica para diminuir os decibéis despejados sobre as pessoas por estes instrumentas de mão pesada e ouvido entupido.
Mas voltando a Bangu, o pastor que iria pregar era calvo, com poucos cabelos brancos com uns sessenta e poucos anos.
Pensei que não iriamos agradar.
Imagem é tudo.
Bem esqueci que as coisas não são bem assim.
O pastor começou a pregar, nos elogiou e gostou muito dos Spirituals que tocamos.
O que mais me impressionou que ele percebeu que era um spiritual e não um blues ou rock.
Para melhorar, a palavra do antigo pastor foi contextual e incisiva nos seus argumentos.
Se você tem um objetivo, se prepare, disse o pastor Fernando.
Fico pensando que se temos como objetivo produzir muzk de qualidade, temos que nos preparar.
A preparação inclui técnica do instrumento, respeito ao ouvido alheio e saber até onde meu ego está influenciando minha atitude ao tocar.
Muzk de igreja é meio e não fim.
Instrumentista de igreja apenas executa o meio.
E não é o início, o meio e o fim.

Soubemos que um cantor gospel cobrou da igreja para tocar com playback, a quantia de R$ 2.500,00.
E o cantor não é uma stargospel!
Depois da menininha que abraçou Diogão, a sinceridade de coração deve suplantar a mentira do ego e o pseudo ministério musical apregoado pelas Alines Barros e Lagoinhas cheias de unção do leãozinho.
Mas não é todo mundo que pode ter ou perceber isto.

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