O Pé

O Pé
Tudo que pisamos, nos apoia.

28 de jul de 2008

A FALÊNCIA DAS RELAÇÕES DIFERENTES

Uma das coisas que talvez mais me deixem irritados é a falta de compromisso.
Horário.
Não direi que sou compulsivo com estas coisas, mas a indiferença, o desleixo se apresenta das piores maneiras.
O talento não ultrapassa o obstáculo da irresponsabilidade.
Não sou o símbolo da responsabilidade.
Tenho aprendido a ser mais ainda com meus filhos, na medida que posso estar próximo deles.
Não carrego flâmula nenhuma e nem desfraldo a bandeira do bom mocismo juramentado, que muitos usam diante de seus pares, sendo religiosos ou não, para posar como cidadão acima de qualquer suspeita.
Um dos votos que estudamos no discipulado, nos remete a cumprir a hercúlea tarefa de não fofocar ou falar algo que não traga benefícios ao próximo.
Tenho até pensado nas coisas que escrevo aqui, e a margem quase invisível entre expor o que penso e como isto atinge aos religiosos de plantão, aos egocêntricos, mortos sociais que menciono por aqui.
É um espaço idiossincrático.
Entretanto, muitas pessoas que leem as postagens, podem concordar ou discordar com emu comportamento ou idéias.
É normal.
Anormal é ser igual. Não posso cobrar das pessoas o mesmo comportamento ou idéias que tenho.
Porém, é melhor dizer para mim que não vai, que não está afim do que assumir um compromisso e arrumar um milhão de desculpas esfarrapadas e coincidentes para não cumprir.
Ou como muitas mulheres gostam de fazer, conscientemente ou inconscientemente: talvez, pode ser, acho que não, acho que sim...
Os últimos meses tenho enfrentado este dilema relacional.
A reação no primeiro momento é de tentar de diversas formas superar as diferenças e problemas na busca de uma melhor solução.
No segundo, prefiro abandonar a pessoa ou o objeto da indiferença.
Celibatário por opção.
Ou guitarras empoeiradas no canto da sala, esperando a gig certa.
O tempo hoje em dia passa cada dia mais rápido.
Psicologicamente ou apocaliticamente.
Não há como abrir exceção quando se percebe que os benefícios apenas se voltam para aqueles que perpetuam este comportamento umbilical.
Muitas vezes prefiro os pitbulls do que pessoas.
As vantagens: pitbulls não assumem compromissos, não falam (nem de mais nem de menos), para eles não existe talvez, pode ser...
Desvantagens: pessoas assumem compromissos, falam ( demais de menos), para elas existe talvez, pode ser...
Não que eu esteja defendendo um vivência inclusiva apenas com animais.
Espero somente que as pessoas sejam mais coerentes em seus pobres discursos, ricos em divergências.

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