O Pé

O Pé
Tudo que pisamos, nos apoia.

27 de jun de 2007

LIVE AFTER DEATH

Em meio a orkuticídios, scraps, visões do irreal, dores insuportáveis que vão do pescoço até a mão, os assuntos para falar sobre o nada transbordam. Para me distrair coloco no DVD Iron Maiden Live After Death. Qualidade regular perto do Live Rock in Rio. Mas na hora da dor, injeção na testa faz cócegas. Nada de lagoinha, pantaninho, etc.
A dor incomoda, entretanto nada como mostrar um pouco mais da fratura exposta. O osso branquinho aparece em meio a carne dilacerada. Humor negro ou realismo fantástico?
Não tenho a menor idéia.
Não consigo encontrar uma posição para o braço, para o pescoço para amenizar a dor. Entre Dorflex e genéricos vou tomando estas bodegas medicinais para ver se melhoro. Mas parar de postar aqui, parar de tocar guitarra, parar de trabalhar usando as mãos é completamente impensável.
A dor acaba se tornando um estímulo para superar as expectativas e os momentos.
Depois de escrever tanto sobre o nada, e descobrir que tudo que você quer resolver em sua vida as vezes se torna insolúvel, ou pelo menos quase tudo, fica sobrando o nada sobre o tudo.
Outro dia estava pensando como no tempo das cavernas era mais fácil os relacionamentos.
Nada de Orkut, nada de MSN, ICQ ou outras bodegas virtuais de conversa ou relacionamento.
Muito menos telefone, celular, carta, email ou linguagem escrita ou falada.
O Homem Primitivo olhava para a Fêmea, soltava um grunhido, pegava a clava dava uma porretada na cabeça dela. Ele a arrastava para a gruta. Quando ela sobrevivia, eram felizes para sempre.
Bons tempos.
Hoje em dia existe todo um ritual. Não de acasalamento. Mas de casamento entre almas energéticas do(a) pretendente e a família. No caso de uma discrepância energética, rola uma clava...geralmente no genro. Coitado sempre o mais visado. Como a coitada da sogra sempre é a vilã da história. Coloca chumbinho na comida do genro, diz para filha que ele não presta, etc.
Nem todas são assim.
Existe a excessão para provar a regra.
Estou torcendo para que encontre a excessão como sogra.
Clava, chumbinho, bolinhos com laxante, água do cachorro, não quero ser vítima.
Bem, se a situação é indeterminada o melhor é esperar.
Tudo tem um tempo certo. Mesmo que seja errado.
Ou será que nada tem um determinado tempo num indeterminado momento?
Quem espera sempre alcança.
Se não ficar sentado.
Aliás, o mais importante é sempre estar disposto a mudar e encontrar novos rumos.
Por aí vai o Gerenciamento da Raiva, Discipulado...
Recomendo a todos a assistir Anger Management (Tratamento de Choque) com Adam Sandler e Jack Nicholson. Uma boa diversão. Meu DVD de cabeceira...existe isso?!??!!? Brincadeirinha. O meu DVD de cabeceira atualmente é Live Without a Net do Van Halen.
Vou ser excomungado pelos puritanos de plantão.
Já que o momento é indeterminado nada melhor que ser vago.
Após o meu orkuticídio ninguém veio me desejar condolências. Acho que ninguém percebeu mesmo. Só os que lêem este blog. Mesmo assim tenho minhas dúvidas se todos entenderam o meu ato heróico de ir contra a maré.
Enquanto, o charmoso e envolvente Fernando Gomes termina com sua namorada e arruma outra, depois de flertar com outras duas, eu fico aqui esperando. Não que esteja reclamando. O cara é bom. Não tenho palavras para descrever a falta de noção.
E tem gente que ainda acredita que ele realmente exista.

Até eu estou acreditando que ele exista.

Eu quero matá-lo.

Será que existe vida após a morte, para alguém que não existe?

Um comentário:

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