O Pé

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Tudo que pisamos, nos apoia.

17 de mai de 2007

Dr. Jekyll & Mr. Hyde

Os músicos talvez sejam as pessoas com o ego maior que qualquer outro ser humano. Com idiossincrasias insuperáveis. Iconoclastas (aí Lula, usei sua palavra preferida!).
Independente da inflação egocêntrica que aflige esta casta, achar que é o centro do mundo, talvez seja um dos menores problemas. Não vou dizer que estou me colocando fora da casta. Nem de longe.
Acho que os maiores problemas estão sempre no aspecto relacional com outros seres humanos da casta ou fora dela. Alguns músicos com talento inquestionável se tornam quadrofrênicos! Um estágio superior a esquizofrenia. Tem mais duas personalidades além das duas que são difíceis de suportar e entender.
Explicando: uma personalidade com o inquestionável talento musical, outra com a vida familiar, outra na relacão com outros da casta e a dele com si mesmo.
Ainda bem que não sou gênio, com talento inquestionável. Faço meus barulhos na guitarra. Aliás, muitos, altos e agudos.
Eu nunca afaguei ego de ninguém e muito menos sou a favor de ser o bonzinho com os outros. Acredito que os resultados devem superar as expectativas.

Por que fazer o pior se o melhor está ao seu alcance?
Seria mais ou menos assim: se todos vão para uma festa vestidos de Giorgio Armani com Rolex no pulso, porque eu escolheria ir vestido com um terno da Impecável Maré Mansa com um relógio Mundeine (é assim que se escreve mesmo!)?
Tem gente que gosta de posar de bonzinho.

Ar de bom moço.

Mais com o estômago cheio de úlceras por aparentar o que não é.
De vez em quando Mr. Hyde emerge das profundezas.
Todos nós sendo músicos ou não temos nossos momentos de dupla ou quádrupla personalidade.
Eu sou um truculento bonzinho (!?!?!?!?!). Basta conhecer um pouquinho mais.
Outros são bonzinhos truculentos. Cabelo bem penteado, barba bem feita, visual impecável, calça bem passada, nada de jeans, blusa engomada, palavras sempre suaves. Mas quando Mr.Hyde surge, ele se transforma. Como no filme original.

Uma das maiores interpretações do cinema: John Barrymore, sem maquiagem, sem truques ou efeitos transformava-se de Dr. Jekyll em Mr. Hyde em segundos, na frente da câmera, sem cortes. Fantástico. Se nunca viram, tentem ver o filme. Preto e branco, nostálgico, mas sensacional.

Acho que vou contratar um assessor para cuidar da minha imagem. Como me vestir, como falar, orientações para o visual, como me comportar em público, o que dizer, como dizer.
Alguns leitores incautos devem estar gritando em suas mentes a vida é um grande palco e somos todos atores de uma grande peça.
O teatro imita a vida.
O ator reflexo da sociedade.
De repente, assim posso de vez em quando me transformar em Mr.Hyde e continuar sendo um bom moço.
Imagem é tudo.
Não é uma visão pessimista como alguns insistem em ressaltar. Se a realidade tem aspectos negativos eu não sou culpado disso. Se é mais fácil achar que o mundo é recheado de pessoas boazinhas com cobertura de sentimentos doces, eu também não vou me culpar. NOT GUILTY.
E o mais importante: o que eu escrevo são idéias e pensamentos sobre nada. Se eles se tornam maiores que o nada, é porque o seu Mr. Hyde está prestes a emergir!

3 comentários:

  1. O talvez te salvou.
    Ninguém é mais egocêntrico que o pastor (há pouquíssimas exceções).
    O músico genial e aloprado perde pro ministro medíocre (quase todos)e "certinho", que tenta manter o mr. hyde sob controle.

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  2. SEM COMENTÁRIOS!!!!!!!!!!
    Simplismente não tenho o q falar...

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